sábado, 18 de janeiro de 2014

O Protestante e o Domingo

"A atual geração de protestantes guarda o domingo em lugar do sábado, porque o recebeu como parte da religião cristã da geração passada, e esta recebeu da geração anterior, e assim por diante; geração após geração (...) deixou esta parte específica da fé e prática católica intocável. (...) Tanto você [protestante] como nós [católicos], na verdade, seguimos a tradição nesta questão; mas nós a seguimos crendo que faz parte da Palavra de Deus e que a igreja [Católica] tem sido divinamente designada a sua guardiã e intérprete; você a segue, denunciando-a constantemente como uma guia falível e traidora, que frequentemente 'tem invalidado o mandamento de Deus'."1
As diversas igrejas protestantes admitem que não há orientação bíblica para substituir o sábado descrito no quarto mandamento da lei de Deus, por qualquer outro dia semanal; mas, incoerentemente mantêm o domingo em seu lugar argumentando que a ressurreição de Cristo ocorrida no primeiro dia da semana proporcionou a mudança do sétimo dia. Além da nítida contradição, elas são incapazes de demonstrar em que parte das Escrituras é dito que o domingo tornou-se dia santo e que deveria ser observado semanalmente em decorrência da ressurreição de Jesus. No geral, as justificativas apresentadas pelos protestantes para defender a guarda do domingo são idênticas àquelas encontradas no catecismo da igreja Católica;2 sendo comum, também, o uso de textos patrísticos(a).

Independente destes fatos, segue adiante, declarações literárias oficiais de: fundadores e líderes do protestantismo, comentaristas bíblicos e, confissões de fé protestantes que revelam a precariedade e a inconsequência da observância dominical.

Igreja Anglicana

"O resultado desta consideração é: que o 'dia do Senhor'(b) [domingo] não sucedeu o lugar do sábado, mas o sábado foi completamente revogado; o 'dia do Senhor' [domingo] é meramente uma instituição eclesiástica. Não foi estabelecido em virtude do quarto mandamento. (...) Fizeram isso sem qualquer conceito ou obrigação primordial. (...) Os cristãos primitivos realizavam toda espécie de trabalho no 'dia do Senhor' [domingo], mesmo em tempos de perseguição, eles foram os mais rigorosos observadores de todos os mandamentos divinos."3
"Temos, no entanto, a lamentar que, apesar da forte autoridade bíblica em que esta questão repousa, nos últimos anos tem surgido aqueles que atacam a origem divina e a obrigação permanente do sábado. O inimigo das almas é incansável em seus planos contra a felicidade e a salvação dos homens. (...) É impossível ler a Bíblia, começando com suas primeiras revelações, e direcionar a análise para o presente, sem ver que a ideia de um sábado permeia todos os propósitos de Deus para o homem.
(...) A razão para a observância do sábado está firmada na criação, não envolve unicamente o judeu, mas a todos os que encontram-se dentro dos mais distantes limites da criação; e por que, então, deveria o judeu ser o primeiro a comemorar um evento tão glorioso e de caráter universal, ocorrido mais de dois mil anos antes de seu tempo? (...) Um coração naturalmente avesso as coisas de Deus (tal qual cada homem possui) ansiosamente aproveitará qualquer argumento que irá servir o seu propósito e, acima de tudo, um argumento para destruir as reivindicações do dia que tem sido dedicado para expressar a comunhão com Deus."4

Igreja Assembléia de Deus

"Jesus é o Senhor do sábado e Ele (não a tradição) determina o que é 'legal' fazer ou não neste dia santo. O sábado foi estabelecido para o nosso benefício, e não como um peso para a humanidade (Mc 2.27). O princípio dominante é que o sábado foi criado para se fazer o bem. Aquilo que funciona como uma resposta às necessidades humanas exalta o princípio do sábado, ao invés de transgredi-lo. Finalmente, até Deus está ativo aos sábados; portanto Jesus tinha o direito de fazer Suas boas obras neste dia santo (Jo 5.17)."5 "O fato de Deus ter abençoado o sétimo dia significa que Ele o separou para uso santo. Este ato é encontrado nos Dez Mandamentos (Êxodo 20:1-17), no qual Deus ordenou a observância do sábado. (...)"6
"E abençoou Deus o dia sétimo. Deus abençoou o sétimo dia (i.e., o sábado) e o destinou, tanto como dia sagrado e especial de repouso, como um memorial do término de todas as Suas obras criadas. Deus, posteriormente, fez do sábado um dia de bênção para Seu povo fiel (Êx 20.8-11). Reservou-o para ser um dia de descanso, de culto, adoração e comunhão com Ele (Êx 16.2731.12-17)."7
"(...) Mas, e se encararmos a lei como um todo sem emendas? Neste caso, a violação de um dos regulamentos da lei nos torna 'transgressores', da mesma forma que a violação de qualquer outro regulamento. Imagine que nós enchamos um balão e escrevamos cada um dos Dez Mandamentos em uma parte diferente de sua superfície. Por mais que tentemos, é impossível tomar um alfinete e romper somente aquela parte do balão. O balão é um todo. Qualquer que seja a parte que rompamos, estaremos rompendo o todo. Como a lei é um conjunto sem emendas, violar a lei em um só ponto faz com que a pessoa torna-se uma transgressora."8

Igreja Batista

"Como é lei da natureza, que comumente uma proporção de tempo designada por Deus, seja reservada para o culto a Deus, assim em Sua Palavra, por um mandamento positivo, moral e perpétuoobrigatório para todos os homens, em todas as épocas, Ele particularmente determinou um dia em sete para o sábado ser guardado e santificado para Ele. Desde a origem do mundo até a ressurreição de Cristo este dia foi o último da semana; e a partir da ressurreição de Cristo ele foi mudado para o primeiro dia da semana, e chamado o dia do Senhor. (...)"9
"Havia e  um mandamento para santificar o dia de Descanso, mas esse dia de Descanso não é o domingo. Será dito, no entanto, e com alguma demonstração de triunfo, que o sábado foi transferido do sétimo para o primeiro dia da semana, com todos os seus direitos, privilégios e sanções. (...) Onde o registro desta mudança pode ser encontrado? Não no Novo Testamento, absolutamente. Não há evidência bíblica de mudança da instituição do descanso do sétimo para o primeiro dia da semana.
(...) Parece inexplicável que Jesus, durante a convivência de três anos com Seus discípulos, muitas vezes conversando com eles sobre a questão do sábado, debatendo alguns de seus vários aspectos, livrando-o de falsos esclarecimentos, nunca mencionou qualquer transferência do dia; igualmente, durante quarenta dias de vida após a Sua ressurreição, isso não foi estabelecido. Nem tampouco os inspirados apóstolos, pregando o evangelho, fundando igrejas, aconselhando e instruindo os conversos, discutiram ou abordaram este assunto. (...) O domingo veio a entrar na história da igreja primitiva como um dia religioso. (...) Mas que pena que ele veio estigmatizado com a marca do paganismo e batizado com o nome do deus sol(c), quando adotado e sancionado pela apostasia papal(d), e transmitido como legado sagrado ao protestantismo!"10
"Percebemos a partir deste ponto de vista, contudo, a importância e o valor do sábado, como ato comemorativo da criação de Deus e, portanto, a personalidade, soberania e transcendência de Deus. O sábado é de obrigação perpétua como memorial estabelecido por Deus à Sua atividade criadora. (...) Estruturado na criação, aplica-se ao homem como homem, em toda parte e época, em seu atual estado de existência.
Nem nosso Senhor nem Seus apóstolos ab-rogaram o sábado do Decálogo. A nova dispensação anula as prescrições mosaicas relativas à maneira de guardar o sábado, mas, paralelamente declara sua observância como de origem divina e necessária a natureza humana. (...) Cristo não cravou na Sua cruz cada mandamento do Decálogo. Jesus não Se defende da acusação de transgressor do sábado declarando que o sábado foi abolido, mas estabelece o verdadeiro caráter do sábado em atender uma necessidade humana fundamental (Marcos 2:27)."11

Igreja Congregacional

"O sábado, como tem sido observado, foi originalmente determinado para a comemoração da glória divina manifestada na criação do mundo; e para preparar e aperfeiçoar a santidade no homem. A maneira, na qual devemos comemorar a glória de Deus na obra da Criação, neste dia, é suficientemente nos ensinada pela forma, em que o primeiro sábado foi celebrado. (...) No sábado, afastamos todas as atividades mundanas. Uma pausa solene é feita nas ocupações da vida. Um período feliz de descanso nos é fornecido para obtermos a nossa salvação. Nesse tempo nenhum negócio do mundo é incluído; sem prazeres mundanos indevidos; nenhum pensamento mundano para interferir."12
"Se os deveres dos cristãos no sábado são reduzidos, seja em número ou intensidade; então seus privilégios religiosos retribuídos são precisamente inferiores aos dos judeus. Os deveres no sábado são todos privilégios de natureza elevada e gloriosa; não podem deixar de serem considerados por cada bom homem. Não falo, aqui, sobre a regulamentação de leis civis dos judeus, estas não têm nada a haver com o tema da presente discussão. Eu falo do sábado, como instituído no sétimo dia, como instituído imediatamente após o término da criação; como ordenou novamente o quarto mandamento do Decálogo, como explicado e compelido, pelos profetas, particularmente por Isaías."13
"Então, por que observamos o primeiro dia da semana como o descanso cristão? Não há mandamento na Bíblia, exigindo-nos a observar o primeiro dia da semana como o repouso cristão. Se admitirmos o dever de manter o primeiro dia da semana como o descanso cristão, devemos fundamentar a obrigação deste dever sobre a instituição original como prescrito no quarto mandamento - e temos que admitir que depois da ressurreição de Cristo, uma mudança do dia, do sétimo para o primeiro dia da semana, ocorreu. Mas, não há um mandamento registrado na Bíblia, ordenando essa mudança."14
"(...) É bastante claro que por mais rígida e dedicadamente passemos o domingo, não estamos guardando o sábado. (...) O sábado foi estabelecido por meio de um mandamento específico e divino. Não podemos invocar nenhum mandamento como dever de observar o domingo. (...) Não há uma única frase no Novo Testamento que sugerira que estaremos sujeito a alguma penalidade por violar a suposta santidade do domingo."15

Igreja Discípulos de Cristo

"'Porém', dizem alguns, 'foi mudado do sétimo para o primeiro dia.' Onde? Quando? E por quem? Nenhum homem pode dizer. Não, ele [o sábado] nunca mudou, nem poderia mudar. (...) São, meramente, fábulas antigas para tagarelar sobre a mudança do sétimo para o primeiro dia. Se ele mudou, foi esse personagem imponente que o fez, ele muda os tempos e leis ex officio - eu acho que o nome dele é doutor anticristo."16
"Em Seus avanços contra o governo perverso e a falsa religião; em Seus planos para acabar com todo o domínio e idolatria pagã; (...) e restaurar a ordem no mundo, o Altíssimo, como as Escrituras comprovam, tem demonstrado muita sabedoria e sensatez ao assegurar a memória do passado, através de monumentos públicos, instituições civis e ordenanças religiosas; assim como Ele revelou onisciência e presciência do futuro através de tipos, símbolos e profecias. Os eventos memoráveis, pelos quais estes monumentos foram erigidos, formam o verdadeiro coração e essência de todas as crenças judaica e cristã, como pode ser visto pelo: (...) 2. O sábado, o dia memorial de Seu descanso da criação; 3. A base original da sociedade política, o matrimônio no Éden (...)"17
"Chamar 'o dia do Senhor', 'primeiro dia' da semana, um dia de sábado, é totalmente desautorizado pelas Escrituras. Não há nenhuma sanção do Líder da igreja, dos apóstolos ou dos profetas."18

Igreja Luterana

"Além dessas coisas, há uma controvérsia se os bispos ou pastores têm autoridade de instituir cerimônias na igreja, elaborar leis a respeito de alimentos, dias santos, títulos, ordenação de ministros, etc. (...) Eles [católicos] referem-se ao dia de sábado, como tendo sido mudado para o dia do Senhor [domingo], contrário, ao Decálogo, como afigura-se. Nem sequer existe qualquer exemplo [nas Escrituras] na qual eles determinem ainda a alteração quanto ao dia de sábado. Grande dizem eles, é o poder da igreja(e), uma vez que tem dispensado um dos Dez Mandamentos."19
"Contudo, eles erram em ensinar que o domingo ocupou o lugar do sábado do Antigo Testamento e, portanto, deve ser mantido igualmente o sétimo dia que tem sido guardado pelos filhos de Israel. (...) Essas igrejas erram em seus ensinos, pois a Escritura de modo algum estabelece o primeiro dia da semana em lugar do sábado. Simplesmente não há nenhuma lei no Novo Testamento para isso."20
"Deus não santificou para Si o céu, a terra, ou qualquer criatura. Mas Deus santificou para Si mesmo o sétimo dia. Isto foi sobretudo designado por Deus, para nos fazer entender, que o 'sétimo dia' deve ser especialmente dedicado ao culto divino. (...) O sábado portanto, desde o início do mundo, foi separado para adorar a Deus. Esta prática essencial, em sua pureza, se tivesse continuado sem desvio, teria proclamado a glória e as bênçãos de Deus. Homens teriam manifestado reunidos, no dia de sábado, sobre a bondade do seu Criador; teriam orado a Ele, teriam trazido a Ele as suas ofertas e etc. Todas estas coisas estão implícitas e representadas na expressão 'santificar'.
(...) Nem tampouco Adão, se tivesse permanecido no paraíso em sua completa pureza original, teria vivido uma vida de ociosidade. Ele teria ensinado seus filhos no dia de sábado; ele teria em tributo, exaltado a Deus por meio de seus solenes louvores através de proclamação pública; teria impulsionado a si mesmo e a outros a oferecer agradecimentos, pela contemplação das grandiosas e gloriosas obras de Deus."21

Igreja Metodista

"Não há nenhuma indicação aqui(f) que o sábado foi abolido, ou que seu objetivo moral foi substituído, pela introdução do cristianismo. Tenho demonstrado em outros lugares que, 'lembre do dia de sábado para santificá-lo', é um mandamento de obrigação perpétua, e nunca pode ser substituído, exceto pelo derradeiro término do tempo. Como ele é um tipo de descanso que permanece para o povo de Deus, uma eterna bem-aventurança, ele deve continuar em pleno vigor até que chegue a eternidade; nenhum tipo jamais cessa até que o antítipo venha."22
"'Lembra-te do dia de sábado, para santificá-lo'. Você tem esquecido quem disse estas palavras? Ou você está desafiando-O? Você oferece a Ele o seu pior? Tenha cuidado. Você não é mais forte que Ele. 'Ai daquele que contende com seu Criador, daquele que não passa de um caco entre os cacos no chão. Ele Se assenta no Seu trono, acima da cúpula da Terra, cujos habitantes são pequenos como gafanhotos.'(g)
'Seis dias farás toda a obra. Mas o sétimo dia é sábado do Senhor teu Deus.' Não é teu, mas o dia de Deus. Ele reivindica-o para Si mesmo. Ele sempre o reivindicou para Si próprio, desde o início do mundo. 'Em seis dias o Senhor fez o céu e a terra, e ao sétimo dia descansou. Por isso o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou.' Ele o santificou; ou seja, Ele o fez sagrado; Ele o reservou para o Seu próprio serviço. Ele determinou que, enquanto o Sol ou a Lua, os céus e a Terra, durarem, os filhos dos homens devem passar este dia em adoração a Ele que 'deu-lhes fôlego de vida e todas as coisas.'"23
"Sábado. Esta palavra, no idioma hebraico, significa descanso. É uma instituição de ordem divina, e de duplo propósito, ou seja, descanso das atividades seculares e desenvolvimento de serviço santo (Êxodo 20:8-11;Levítico 23:3Atos 15:21). A época de seu estabelecimento foi ao final da criação (Gênesis 2:3). (...) Que esta instituição ainda está em vigor entre todos os homens é evidente pelo fato de que o quarto mandamento, que o contém, nunca foi revogado. É mais evidente de acordo com o exemplo dos apóstolos e dos primeiros cristãos."24
"É verdade que não há mandamento autorizando o batismo infantil. Tampouco existe algum que mantenha sagrado o primeiro dia da semana. Muitos acreditam que Cristo mudou o sábado. Mas, a partir de Suas próprias palavras, observamos que Ele não veio com esta finalidade. Aqueles que acreditam que Jesus mudou o sábado se baseiam apenas em hipóteses."25

Igreja Presbiteriana

A "Westminster Confession of Faith"26 (confissão de fé, calvinista, usada pela igreja Presbiteriana), mantém no capítulo XXI (art. VII), integralmente, o mesmo conteúdo defendido pela "The London Baptist Confession of Faith" (confissão de fé da igreja Batista). Portanto, para evitar repetições desnecessárias, consulte novamente (caso haja necessidade) a citação de número 9.
"Tem sido frequentemente afirmado que, durante Seu próprio ministério, o nosso Salvador encorajou Seus discípulos a violar o sábado, e assim, preparou o caminho para a sua abolição. No entanto, esta teoria é tão destituída de fundamento quanto perigosa aos princípios morais. (...) Jesus nunca transgrediu nem a letra ou o espírito de qualquer mandamento pertencente ao santo descanso; mas a superstição tinha acrescentado à lei escrita uma multidão de minuciosas observâncias; e cada israelita estava em perfeita liberdade para negligenciar qualquer uma ou todas essas regulamentações frívolas.
O Grande Mestre nunca insinuou que o sábado era uma lei cerimonial que findou com a liturgia mosaica. Ele foi instituído quando nossos primeiros pais estavam no paraíso (Gênesis 2:3); e o preceito que ordena a sua lembrança, sendo uma parte do Decálogo (Êxodo 20:1-17), é de obrigação perpétua. Por isso, em vez de considerá-lo como uma simples instituição judaica, Cristo declara que ele 'foi feito para o homem' (Marcos 2:27), ou, em outras palavras, que ele foi planejado para o benefício de toda a família humana.
(...) Quando Ele anunciou as calamidades relacionadas com a ruína da cidade santa, Ele instruiu Seus seguidores a orar para que a urgência da catástrofe não os despojassem do bem-estar da ordenança sagrada de descanso. 'Rogai', disse Ele, 'que a vossa fuga não aconteça no inverno nem no sábado' (Mateus 24:20). E o profeta Isaías(h), ao descrever a congregação dos gentios e a glória da igreja nos tempos do evangelho, menciona a guarda do sábado como característica dos filhos de Deus."27
"O sábado é uma parte do Decálogo, os Dez Mandamentos. Isso por si só, sempre resolve a questão da perpetuidade da instituição. (...) Sendo assim, até que seja demonstrado que toda a lei Moral fora revogada, o sábado permanecerá. (...) O ensinamento de Cristo confirma a perpetuidade do sábado."28
"A história do sábado, a partir da ressurreição de Cristo até o presente momento, apresenta as seguintes fases:1. A mudança do dia a ser observado, do último dia da semana para o primeiro. Não há nenhum registro expresso autorizando esta mudança. (...) A primeira fase abrange os três primeiros séculos da era cristã. Durante este tempo, o sábado foi observado com um bom grau de rigor, como um dia de ensino religioso e de culto. (...) 2. Com a crescente corrupção religiosa, entre os séculos terceiro e décimo sexto, o sábado chegou a ser gradualmente associado com os dias dos santos(i), e foi desfigurado, como atualmente, em países onde o romanismo prevaleceu. (...) No entanto, onde o evangelho foi pregado em sua pureza, nesse lugar o sábado foi absolutamente observado."29




b. Acesse: O "dia do Senhor"
f. Discorrendo sobre Colossenses 2:16.
g. Citando Isaías 45:9 cf. Isaías 40:22.
h. Em referência a Isaías 56:6-8.
i. O sábado passou a ser destinado, pelos cristãos apóstatas, para comemorar (festejar) homens e mulheres que eram considerados santos pela igreja Católica Apostólica Romana.
1The Clifton Tracts, 1856, vol. IV, art. IV (Why Don't You Keep Holy the Sabbath Day?), New York: Edward Dunigan & Brother, p. 11-15; (sancionado pelo bispo de Clifton, cardeal Wiseman e, aprovado pelo Rev. John Hughes, arcebispo de Nova Iorque).
2Catecismo da Igreja Católica Apostólica Romana, parte II, seção I, capítulo II, artigo I; Ibidem, parte II, seção II, capítulo I, artigo III.
3. HEBER, R. (1828). The Whole Works of the Right Rev. Jeremy Taylor, vol. XII, London: Printed by Thomas Davison, book II, chap. II, p. 417, 426.
4. "The Christian Sabbath". (1836). The Church of England Magazine, vol. I, London: Printed by Robson, p. 17-19.
5. RICHARDS, L. O. (2008). Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento, 3.ª ed., Rio de Janeiro: CPAD, p. 150b.
6Bíblia de Estudos Aplicação Pessoal. (2004). Rio de Janeiro: CPAD, p. 7; (comentários sobre Gênesis 2:3).
7Bíblia de Estudo Pentecostal. (2002). Rio de Janeiro: CPAD, comentários sobre Gênesis 2:3.
8. RICHARDS, L. O. Opcit., p. 514b.
9The 1677/89 London Baptist Confession of Faith, chap. XXII, art. VII; (Of Religious Worship, and the Sabbath Day).
10. Edward T. Hiscox, New York Examiner, Nov. 16, 1893. Quoted in: REINER, E. (2001). The Atonement, Brushton, NY: Teach Services, Inc., p. 170-171.
11. STRONG, A. H. (1907). Systematic Theology, vol. II, Philadelphia: American Baptist Publication Society, chap. IV, sec. I, p. 408-409.
12. DWIGHT, T. (1836). Theology: Explained and Defended in a Series of Sermons, vol. III, New Haven: Published by T. Dwight & Son, ser. CVIII, p. 265, 267.
13Ibidem, p. 270; (cf. Isaías 56:1-8, Isaías 58:13-14, Isaías 66:22-23).
14. FOWLER, O. (1835). Mode and Subjects of Baptism, Boston: Published by Willian Peirce, p. 93; (publicado a pedido da igreja Congregacional).
15. DALE, R. W. (1901). The Ten Commandments, New York: Geoge H. Doran Company, p. 100-101.
16. CAMPBELL, A. (1835). The Christian Baptist, vol. I, 2.ª ed., Cincinnati: Published by D. S. Burnet, p. 44b; (seven volumes in one).
17. SCOTT, W. (1859). The Messiahship, Cincinnati: H. S. Bosworth, chap. XXIX, p. 164.
18. CAMPBELL, A.; PENDLETON, W. K. (1863). The Millennial Harbinger, series V, vol. VI, Bethany, VA: Printed and Published by Alexander Campbell, p. 159. Too in: Alexander Campbell, First Day Observance, p. 19; (quoted in: HULLQUIST, C. G. (2004). Sabbath Diagnosis: A Diagnostic History and Physical Examination of the Biblical Day of Rest, New York: Teach Services, Inc., p. 175).
19The Augsburg Confession. (1530). Part. II, article XXVIII (Of Ecclesiastical Power). Too in: JACOBS, H. E. (1911). The Book of Concord: The Symbolical Books on the Evangelical Lutheran Church, Philadelphia: The United Lutheran Press, p. 63; SCHAff, P. (1877). The Creeds of Christendom, New York: Harper & Brothers, vol. III, 4.ª ed., p. 63-64.
20. MUELLER, J. T. Sabbath or Sunday, St. Louis, MO: Concordia Publishing House, p. 15-16. Quoted in: ALEXANDER, D. (2011). Hold On, Someone is on the Other Line!, USA: Xlibris Co., p. 240; BUCKLEY, J. W. (2007). Prophecy Unveiled: Understanding the Past Predicting the Future, USA: Xulon Press, p. 118.
21. COLE, H. (1858). The Creation: A Commentary on the First Five Chapters of the Book of Genesis by Martin Luther, Edinburgh: T. & T. Clark, p. 110-115; (originalmente publicado em Wittenberg, 1544).
22. CLARKE, A. (1831). The New Testament of our Lord and Saviour Jesus Christ, vol. II, New York: Published by Peter C. Smith, chap. II, p. 539a.
23. EMORY, J. (1856). The Works of the Rev. John Wesley, vol. VI, New York: Published by Carlton & Porter, p. 352-353; (terceira edição americana, baseada na última edição londrina, contendo as últimas correções de John Wesley).
24. BINNEY, A. (1840). A Theological Compend: A System of Divinity, New York: Carlton & Porter, p. 105; (Rev. Amos Binney, of the New England Conference).
25. BINNEY, A. (1902). A Theological Compend, p. 180-181. Quoted in: HULLQUIST, C. GARY. Opcit., p. 178; LAUREN, P. (2011). Returning to God, Pittsburgs, PA: Dorrance Publishing, p. 64.
26The Westminster Confession of Faith, chap. XXI, art. VII (Of Religious Worship, and the Sabbath Day).
27. KILLEN, W. D. (1859). The Ancient Church: History, Doctrine, Worship and Constitution, Traced for the First Three Hundred Years, London: James Nisbet & Co, sec. III, chap. I, p. 211-212.
28. BLAKE, T. C. (1880). Theology Condensed, Nashville: Cumberland Presbyterian Pub. House, p. 474-475. Quoted in: FORTSCH, C. R. (2006). Daniel: Understanding the Dreams and Vision, Canada: Transcontinental Saskatoon, p. 365a; PACK, D. C. (2009). Saturday or Sunday: Which is the Sabbath?, USA: iUniverse, p. 12.
29. RICE, N. L., et al. (1863). The Christian Sabbath: History, Authority, Duties, Benefits and Civil Relations, New York: Robert Carter & Brothers, p. 60, 65-66; ("The Origen and History of the Sabbath", by the Rev. Nathan Lewis Rice).

sábado, 11 de janeiro de 2014

Do Sábado para o Domingo


A transgressão da lei de Deus no início foi a porta de entrada para o pecado neste mundo e, ainda hoje, milhões continuam pisando os preceitos divinos.1 A substituição do sábado pelo domingo não é um assunto que a igreja de Roma (igreja Católica Apostólica Romana) negue ou tencione esconder; pelo contrário, ela admite francamente e aponta na verdade com orgulho, como evidência de seu "poder" para alterar o quarto mandamento. Existe vários registros literários pertencentes à ela que confirmam esta modificação.

Na obra do Rev. Peter Geiermann, "The Convert's Catechism of Catholic Doctrine",2 que recebeu em 25 de janeiro de 1919 a bênção do Papa Pio X, extrai-se:
Pergunta: Qual é o dia de repouso?
Resposta: O dia de repouso é o sábado.
Pergunta: Por que observamos o domingo em lugar do sábado?
Resposta: Observamos o domingo em lugar do sábado porque a igreja Católica transferiu a solenidade do sábado para domingo.
Pergunta: Por que a igreja Católica substituiu o sábado pelo domingo?
Resposta: A igreja substituiu o sábado pelo domingo, porque Cristo ressuscitou dos mortos num domingo, e o Espírito Santo desceu sobre os apóstolos em um domingo.
Pergunta: Com que autoridade a igreja substituiu o sábado pelo domingo?
Resposta: A igreja substituiu o sábado pelo domingo pela plenitude do poder divino, que Jesus Cristo conferiu a ela.
O arcebispo de Nova Iorque, John McCloskey, aprovou a obra "A Doctrinal Catechism"3 de autoria do Rev. Stephen Keenan na qual se obtém o seguinte:
Pergunta: A igreja tem o direito de determinar dias de festa?
Resposta: A igreja cristã tem certamente o direito, o mesmo que a igreja judaica possuía.
(...)
Pergunta: Você tem outra maneira de provar que a igreja tem o poder de instituir festas mediante preceito?
Resposta: Se ela não tivesse esse poder, não teria feito aquilo que todas as modernas religiões concordam com ela: - ela não teria substituído a observância do sábado, o sétimo dia, pela observância do domingo, o primeiro dia da semana; mudança para a qual não há autoridade escriturística.
E, o Rev. Henry Turberville4 endossa as declarações do Rev. Stephen Keenan, respondendo:
Pergunta: Como podeis provar que a igreja tem poder para ordenar festas e dias santos?
Resposta: Pelo próprio fato de mudar o sábado para o domingo, com que os protestantes concordam; e dessa forma eles ingenuamente se contradizem, ao guardarem estritamente o domingo e transgredirem outras festas determinadas pela mesma igreja.
O arcebispo James Gibbons confirma, também, que a igreja de Roma é a autora da observância dominical adotada pelo cristianismo:
"Todavia podeis ler a Bíblia de Gênesis ao Apocalipse, e não encontrareis uma única linha autorizando a santificação do domingo. As Escrituras ordenam a observância religiosa do sábado, dia que nós nunca santificamos."5 "A igreja Católica, a mais de mil anos antes da existência de um único protestante, em virtude de sua divina missão, mudou o dia de sábado para o domingo. (...) O descanso cristão neste dia é, por consequência, o reconhecimento da igreja Católica como esposa do Espírito Santo, sem uma palavra divergente do mundo protestante."6
O apologista francês, monsenhor Ségur, interpõe o protestantismo quanto a guarda do domingo dizendo:
"Foi a igreja Católica que, por autorização de Jesus Cristo, transferiu este repouso para o domingo em memória da ressurreição de nosso Senhor. Dessa forma, a observância do domingo pelos protestantes é uma homenagem que eles prestam, contradizendo-se a si próprios, a autoridade da igreja."7
O periódico "The Catholic Press of Sydney",8 (Australian, 25 of august of 1900), declara:
"O domingo é uma instituição católica e a reivindicação à sua observância só pode ser defendida nos princípios católicos. (...) Do princípio ao fim das Escrituras não há uma única passagem que autorize a transferência do culto público semanal do último dia da semana para o primeiro."
Tomás de Aquino (Thomas Aquinas) foi um padre dominicano, teólogo e cognominado Doctor Communis ou Doctor Angelicus. Comentando sobre a mudança do sábado para o domingo, ele afirma:
"Na nova lei, a observância do dia do Senhor(a) tomou o lugar da observância do sábado não em virtude de preceito, mas pela instituição da igreja e pelo costume do povo cristão."9
Eusébio, que foi bispo de Cesarea, ratifica a declaração de Tomás de Aquino, revelando:
"Todas as coisas que era dever fazer no sábado, estas nós as transferimos para o dia do Senhor(b), como o mais apropriado para isso, este [domingo] é o principal na semana, é mais honroso que o sábado judaico."10
Gaspare de Fosso, arcebispo de Reggio, por ocasião do concílio de Trento fez a seguinte afirmativa:
"(...) O sábado, o mais glorioso dia da lei, foi modificado para o 'dia do Senhor'(c). (...) Estes e outros assuntos similares não cessaram em virtude dos ensinamentos de Cristo (pois Ele declarou que não veio para destruir a lei e sim para cumpri-la), mas foram modificados pela autoridade da igreja."11
Karl Keating, apologético católico, defende o catolicismo e ataca o protestantismo declarando:
"Não obstante, os fundamentalistas se reúnem para adoração no domingo. Contudo, não existe evidência na Bíblia de que a adoração coletiva deveria ser feita aos domingos. (...) Foi a igreja Católica que decidiu que o domingo seria o dia de adoração para os cristãos, em homenagem à ressurreição [de Jesus]."12
O teólogo e historiador católico, John Laux, acrescenta ainda:
"Alguns teólogos têm sustentado que Deus determinou precisamente o domingo como dia de adoração na 'nova lei', e que Ele mesmo, explicitamente, substituiu o sábado pelo domingo. Entretanto, esta é uma teoria totalmente desacreditada. Agora, é comumente aceito que Deus simplesmente concedeu à sua igreja [Católica] o poder para dispor qualquer dia ou dias que achar apropriado como dias santos. A igreja [Católica] escolheu o domingo, o primeiro dia da semana, e no decorrer do tempo acrescentou outros dias como santos. (...) Se consultarmos a Bíblia unicamente, ainda deveremos guardar o santo dia de Descanso, que é o sábado."13
A "Enciclopédia Católica" também esclarece a autoria da guarda do domingo entre os cristãos:
"Escrito pelo dedo de Deus em duas tábuas de pedra, este código divino foi recebido do Todo-Poderoso por Moisés entre os trovões sobre o monte Sinai, e através dele se fez o fundamento da lei mosaica. Cristo resumiu estes mandamentos no duplo preceito da bondade - amor a Deus e ao próximo. (...) A igreja [Católica], por outro lado, depois de mudar o dia de Descanso do sábado judaico, ou sétimo dia da semana, para o primeiro, criou o terceiro mandamento referente ao domingo, como o dia para ser santificado como o dia do Senhor."14
O reverendo católico John Anthony O'Brien, professor de teologia (especialista em teologia moral e ética cristã), assim expõe a relação do protestante com a observância dominical:
"Todavia, visto que o sábado, não o domingo, é especificado na Bíblia, não é curioso que os não-católicos que professam obter sua religião diretamente da Bíblia e não da igreja, observem o domingo em lugar do sábado? Sim, certamente, isto é inconsistente. (...) Eles mantêm o costume [de observar o domingo], apesar dele repousar sobre a autoridade da igreja Católica e não sobre um texto explícito da Bíblia. Esta observância permanece como uma lembrança da igreja Mãe da qual as seitas não-católicas se separaram - tal como um garoto que foge de casa mas ainda carrega em seu bolso uma fotografia da mãe ou uma mecha de seu cabelo."15
Lutero dizia que as Sagradas Escrituras e não a tradição da igreja Católica, representavam o guia de sua vida. Seu lema foi Sola Escriptura (Somente a Bíblia). John Eck, um dos mais destacados defensores da fé católica romana, atacou Lutero neste ponto reivindicando que a autoridade da igreja de Roma encontrava-se acima das Escrituras. Ele desafiou Lutero no tocante à observância do domingo em lugar do sábado dizendo:
"As Escrituras ensinam: 'Lembra-te do dia de sábado para o santificar; seis dias trabalharás e farás toda a tua obra, mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus.' Entretanto, a igreja mudou o sábado para o domingo com base em sua própria autoridade, e para isto você [Lutero] não tem Escritura."16
A literatura católica "The Clifton Tracts"17, volume IV, também questiona os protestantes quanto a prática de observar o domingo:
"Vou propor uma pergunta simples e extremamente séria, e rogo a todos os que professam seguir 'a Bíblia e a Bíblia somente' a darem cuidadosa atenção. Ei-la: Por que você não santifica o dia de Descanso?
(...) Você irá me responder, talvez, que santifica o dia de Descanso; visto que você se abstém de todos os negócios do mundo e, diligentemente vai à igreja fazer suas orações, e, lê a sua Bíblia em casa, a cada domingo de sua vida.
Entretanto o domingo não é o dia de Descanso. Domingo é o primeiro dia da semana; o dia de Descanso é o sétimo dia da semana. O onipotente Deus não deu um mandamento na qual os homens deveriam santificar um dia em sete, mas Ele designou Seu próprio dia, e disse claramente: 'Tu santificarás o sétimo dia'; e Ele atribuiu uma razão para a escolha deste dia ao invés dos outros - uma razão que pertence apenas ao sétimo dia da semana, e não pode ser aplicada aos demais. Ele disse: 'Porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou.' O Deus Todo-Poderoso ordenou que todos os homens deveriam descansar de suas atividades no sétimo dia, porque Ele também descansou nesse dia: Ele não descansou no domingo, mas no sábado. (...) O onipotente Deus designou o sábado para ser santificado, não o domingo. Por que você então santifica o domingo, e não o sábado?
(...) Você irá me dizer que o sábado era um descanso judaico, e que o descanso cristão foi mudado para o domingo. Mudado! Mas por quem? Quem tem autoridade para mudar um mandamento expresso do Deus Onipotente? Quando Deus disse: 'Lembra-te do dia de sábado para o santificar', quem ousaria dizer: 'Não, tu podes trabalhar e fazer qualquer tipo de atividade secular no sétimo dia.' Porém, tu santificarás o primeiro dia em seu lugar? Esta é a pergunta mais importante, à qual não sei como poderás responder.

Você é um protestante, afirma seguir a Bíblia e a Bíblia apenas; e neste assunto tão importante, como a observância de um dia em sete, como dia santo, você vai contra a clara letra da Bíblia e considera outro dia no lugar daquele em que ela ordena. O mandamento para santificar o sétimo dia é um dos Dez Mandamentos; você acredita que os outros nove ainda são obrigatórios; quem vos deu autoridade para modificar o quarto? Se você é coerente com os seus próprios princípios, se você realmente segue a Bíblia e a ela unicamente, você deve ser capaz de apresentar alguma parte do Novo Testamento na qual o quarto mandamento foi expressamente alterado. (...)
A atual geração de protestantes guarda o domingo em lugar do sábado, porque o recebeu como parte da religião cristã da geração passada, e esta recebeu da geração anterior, e assim por diante; geração após geração (...) deixou esta parte específica da fé e prática católica intocável. (...) Tanto você [protestante] como nós [católicos], na verdade, seguimos a tradição nesta questão; mas nós a seguimos crendo que faz parte da Palavra de Deus e que a igreja [Católica] tem sido divinamente designada a sua guardiã e intérprete; você a segue, denunciando-a constantemente como uma guia falível e traidora, que frequentemente 'tem invalidado o mandamento de Deus'."



Vídeo relacionado: O Sétimo Dia - Programa 04
abc. Acesse: O "dia do Senhor"
1. TREZZA, C. A. (1970). A Suprema Esperança do Homem, 1.ª ed., São Paulo: CPB, p. 48.
2. GEIERMANN, P. (1995). The Convert's Catechism of Catholic Doctrine, TEACH Services, Inc., p. 50; (Imprimi Potest: Francis J. Fagen, C.SS.R, provincial. Nihil Obstat: M. J. Bresnahan, censor librorum. Imprimatur: Joannes J. Glennon, S.T.D., archiepiscopus).
3. KEENAN, S. (1876). A Doctrinal Catechism, 3.ª ed., New York: Catholic Publishing House, p. 173-174; (Imprimatur: John McCloskey, arcebispo de Nova Iorque. Edição americana revisada e corrigida com base no concílio do Vaticano I).
4. DOYLE, W. J. (1851). An Abridgment of the Christian Doctrine, Dublin: Published by James Duffy, chap. VIII, p. 56; (esta obra foi originalmente escrita pelo Rev. Henry Turberville em 1645, Douay - France, e revisada pelo Rev. James Doyle).
5. GIBBONS, J. (1880). The Faith of Our Fathers: Plain Exposition and Vindication, 16.ª ed., Baltimore: Published by John Murphy & Co., chap. VIII, p. 111; (James Gibbons, arcebispo de Baltimore).
6. James Gibbons, Catholic Mirror, (Sept, 23, 1893), Press: Baltimore, Maryland, p. 29-31.
7. SÉGUR, L. G. (1868). Plain Talk About the Protestantism of To-Day, Boston: Patrick Donahoe, p. 225; (Imprimatur: Joannes Josephus, episcopus of Boston).
8. Quoted in: HAYNES, B. C. (2005). From Sabbath to Sunday, Review and Herald Pub Association, chap. 4, p. 47.
9. Thomas Aquinas. (1702). Summa Theologica, part. II, q. 122, art. 4; (New York: Benzinger Brothers, Inc., 1947).
10. Eusebius's Commentary on the Psalms (Psalm 92: A Psalm or Song for the Sabbath-day). Too in: Migne's Patrologia Graeca, vol. XXIII, col. 1171-1172.
11. Gaspare [Ricciulli] de Fosso, pronunciamento na 17.ª sessão do concílio de Trento (18 de janeiro de 1562). In: MANSI, Sacrorum Conciliorum, vol. 33, cols. 529-530. Quoted in: Nisto Cremos. (2003). 7.ª ed., São Paulo: CPB, cap. 19, p. 347-348; McCLINTOCK, J. (1855). History of the Council of Trent, New York: Harper & Brothers, book, IV, chap. III, p. 298.
12. KEATING, K. (1988). Catholicism and Fundamentalism: The Attack on "Romanism" by "Bible Christians", San Francisco: Ignatius Press, p. 38; (Nihil Obstat: Rev. Msgr. Joseph Pollard, S.T.D., censor librorum.Imprimatur: Most Rev. Roger Mahony, archebishp of Los Angeles).
13. LAUX, J. J. (1936). Course in Religion for Catholic High Schools and Academies, vol. I, New York: Benzinger Brothers Inc., p. 51.
14. "Commandments of God". (1913). The Catholic Encyclopedia, vol. IV, New York: The Encyclopedia Press, Inc., p. 153a; (Nihil Obstat: Remy Lafort, S.T.D., censor. Imprimatur: John Cardinal Farley, archbishop of New York).
15. O'Brien, J. A. (1974). The Faith of Millions: The Credentials of the Catholic Religion, revised edition, Huntington: Our Sunday Visitor Inc., p. 400-401; (Imprimatur: Leo A. Pursley, bishop of Fort Wayne-South Bend).
16. ECK, J. (1979). Enchiridion of Commonplaces Against Luther and Other Enemies of the Church, 2.ª ed., vol. 8, Grand Rapids: Baker, p. 13. Too in: WEBER, M. (2002). Desecration, Danger, Deliverance: What the Bible Really Says About the Rapture, Review and Herald Publishing Association, p. 109. Nisto Cremos. (2003). 7.ª ed., São Paulo: CPB, cap. 19, p. 347.
17The Clifton Tracts, 1856, vol. IV, art. IV (Why Don't You Keep Holy the Sabbath Day?), New York: Edward Dunigan & Brother, p. 3-15; (sancionado pelo bispo de Clifton, cardeal Wiseman e, aprovado pelo Rev. John Hughes, arcebispo de Nova Iorque).

sábado, 4 de janeiro de 2014

O Concílio de Laodiceia

O concílio de Laodiceia ocorrido em 364 d.C., discutiu na ocasião sobre o dia de guarda que o cristianismo deveria seguir. Esta assembleia eclesiástica motivada em parte pela vigência do edito de Constantino(a), estabeleceu no cânon 29: "Os cristãos não devem judaizar e descansar no sábado, mas trabalhar neste dia; porém devem honrar especialmente o dia do Senhor, e, como cristãos, devem se possível, não realizar nenhum trabalho neste dia. Se, entretanto, forem encontrados judaizando, sejam excomungados por Cristo."1Analisando este cânon verifica-se que:
1. Em meio a crescente apostasia dentro do cristianismo, houve cristãos que não se curvaram as falsas doutrinas e permaneceram leais aos ensinos bíblicos, pois obedeciam integralmente aos Dez Mandamentos como Cristo lhes ensinara(b);
2. A obediência desses cristãos ao quarto mandamento, que apresenta o sábado (sétimo dia da semana) como o "dia do Senhor"(c), causava desconforto e ira naqueles que decidiram considerar o domingo (primeiro dia da semana) como dia santo;
3. O cânon 29 não objetivava, unicamente, substituir o verdadeiro dia de repouso instituído por Deus, pois determina também perseguição àqueles que seguissem com a observância sabática no sétimo dia da semana (cf. Apocalipse 13:7Apocalipse 12:17).
Líderes religiosos envolvidos por doutrinas enganosas apoiaram-se no decreto do imperador Constantino promulgado em 321 d.C., e em outras leis dominicais estabelecidas em anos subsequentes, para redigir o cânon 29 com o intuito de impor a substituição do dia de descanso semanal instituído por Deus (Êxodo 20:8-11Isaías 56:2Marcos 2:27); e esta vil atitude estava profetizada: "Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a lei. (...)"(d) (Daniel 7:25 RA). Adiante alguns comentários de teólogos e historiadores sobre estas questões:
"(...) domingo, diem solis, em conformidade com a expressão popular, era necessário para distinguir o dia na abordagem dos pagãos. Durante as eras iniciais da igreja, nunca foi intitulado 'o sábado'; esta palavra está restrita ao sétimo dia da semana, o sábado judaico, que, como já dissemos, continuou a ser observado por vários séculos pelos convertidos ao cristianismo."2
"Embora quase todas as igrejas em todo o mundo celebrem os sagrados mistérios no sábado de cada semana, os cristãos de Alexandria e de Roma, em vista de alguma antiga tradição, cessaram de fazer isso."3 "O povo de Constantinopla e de outras cidades, congregam-se tanto no sábado como no dia imediato; costume esse que nunca é observado em Roma."4
"Os celtas tinham seus próprios concílios e decretavam suas próprias leis, independente de Roma. Os celtas usavam uma Bíblia latina diferente da Vulgata, e guardavam o sábado como dia de repouso, com serviços religiosos especiais no domingo."5
"É certo que o próprio Cristo, Seus apóstolos e os cristãos primitivos em um considerável espaço de tempo observaram constantemente o sábado do sétimo dia; os evangelistas e São Lucas em Atos sempre referem-se ao dia de sábado, delineando a sua solenidade pelos apóstolos e outros cristãos. (...) O sábado do sétimo dia foi solenizado por Cristo, pelos apóstolos e pelos cristãos primitivos, até que a assembleia de Laodiceia de certa forma aboliu a sua observância. (...) O concílio de Laodiceia, 364 d.C., estabeleceu primeiramente a observação do dia do Senhor [domingo], e proibiu a guarda do sábado judaico sob anátema."6
"Pouco precisa ser dito sobre a mudança do sétimo para o primeiro dia da semana. Os primeiros discípulos conservavam ambos os dias: o sábado para o descanso, o domingo para o trabalho. A igreja cristã não realizou de forma oficial, mas gradual e quase inconscientemente, a transferência de um dia pelo o outro."7
"A oposição ao judaísmo introduziu o particular festival do domingo muito cedo, na verdade, no lugar do sábado. (...) A festa dominical como todas as outras festividades, sempre foi uma ordenança unicamente humana, e estava longe das cogitações dos apóstolos estabelecer a este respeito uma ordem divina; longe deles e da primitiva igreja apostólica transferir para o domingo as leis do sábado."8
"No intervalo entre os dias dos apóstolos e a conversão de Constantino, a comunidade cristã mudou seu aspecto. O bispo de Roma, um personagem desconhecido para os autores do Novo Testamento, nesse intervalo de tempo, finalmente conseguiu a primazia de todos os outros clérigos. Ritos e cerimônias, na qual Paulo nem Pedro nunca ouviram, foram usadas sorrateiramente e silenciosamente, e, em seguida, firmadas como instituições divinas."9
"Da época dos apóstolos até o concílio de Laodiceia, que ocorreu por volta do ano 364, a sagrada observância do sábado dos judeus persistiu, como pode ser comprovada por vários autores; de fato, apesar do decreto deste concílio em oposição à ela."10
Fatores como: a infiltração de ensinos pagãos no cristianismo; a criação do obscuro "festival da ressurreição"; o ódio de alguns cristãos pelos judeus; a lei civil decretada pelo edito de Constantino; e a ânsia da igreja de Roma em substituir o sábado pelo domingo, resultaram em caos quanto ao dia de descanso que deveria ser seguido no cristianismo. O impasse entre a guarda sabática e dominical ocasionou a observância de ambos os dias por muito tempo, e é nesse ambiente conturbado que o concílio de Laodiceia regulamenta o cânon 29.

A guarda do domingo como sendo o "dia do Senhor" não é bíblica, e não era seguida pelos primeiros cristãos da igreja primitiva. Se a observância dominical fosse algo definido, fato estabelecido no cristianismo na época de Jesus e de Seus discípulos (como alguns sem base bíblica e histórica alegam) então, por que o concílio de Laodiceia legislou proibindo o descanso sabático entre os cristãos em suas sessões no século IV? Para que invocar o sábado se ele tinha sido cancelado na cruz e ninguém o observava? É inegável que o conclave traçou diretrizes a respeito do dia de guarda objetivando substituir o sétimo dia (descrito no quarto mandamento) pelo primeiro dia da semana.

Abrangência do concílio de Laodiceia

Existe no meio protestante, àqueles que se esforçam para minimizar a autoridade do concílio de Laodiceia com os seguintes argumentos: que ele foi realizado no Oriente e não em Roma; que a cidade de Laodiceia era grega e não romana; que a igreja de Roma não estava presente; que era concílio local, sem amplitude global; entre outros pretextos esdrúxulos e inúteis. Na realidade essas pessoas não menosprezam somente os registros e as implicações do concílio de Laodiceia, mas qualquer fato histórico que prove a origem pagã da observância dominical.

A ocorrência de um concílio fora de Roma nada significa contra a sua autoridade porque, os primeiros concílios locais e gerais que estabeleceram as doutrinas e diretrizes eclesiásticas da igreja romana foram realizados na Turquia (Ásia Menor), tais como: concílios de Nicéia; concílios de Constantinopla; concílio de Éfeso e o concílio de Calcedônia. Os demais ocorreram na Europa a partir do concílio de Latrão (1123 d.C.) e, especificamente na cidade de Roma, somente os concílios de Trento e do Vaticano. O fato da maioria destas assembleias terem sido realizadas fora de Roma não enfraquece a autoridade de suas decisões para os fins que foram estabelecidas.

A afirmação de que o concílio de Laodiceia foi local sem amplitude revela ignorância dos fatos, pois, todas as decisões tomadas em seus 60 cânons, foram totalmente ratificadas e oficializadas pelo cânon 01 do concílio (geral) de Calcedônia,11 demonstrando a autoridade e a universalidade da assembleia laodiceana: "Os cânones até esta data publicados pelos santos pais em todos os sínodos terão validade."12

"Além de reforçar os cânones dos concílios anteriores da igreja, bem como as declarações de alguns sínodos locais, o concílio [de Calcedônia] emitiu decretos disciplinares destinados a monges e clérigos e, declarou patriarcadas(e) Jerusalém e Constantinopla. O efeito global foi para dar à igreja um caráter institucional mais estável."13 "O concílio [de Laodiceia] foi composto por 32 bispos das províncias da Ásia e os resultados das decisões produziram 60 cânones que foram pronunciados como credos obrigatórios aos cristãos em todo o mundo pelo concílio de Calcedônia em 451."14


Pode-se destacar ainda que, o concílio de Laodiceia teve legitimidade em estabelecer quais livros pertenceriam a Bíblia, eliminando do seu catálogo os livros apócrifos.15 Na ocasião o livro de Apocalipse não foi aceito, porém, fora incluído posteriormente no concílio de Cartago (ocorrido na África) em 397 d.C. Estas medidas de aplicação universal também foram confirmadas pelo concílio geral de Calcedônia.

Através desses dois concílios locais (Laodiceia e Cartago) realizados fora do território de Roma e com pequena representatividade da igreja romana é que, os protestantes (especialmente os que se contorcem para desmerecer as implicações e a universalidade do concílio de Laodiceia), possuem hoje suas Bíblias em ordem com todos os livros inspirados e, excluídos os deuterocanônicos (apócrifos). Lembrando que, na contra-reforma, a igreja de Roma voltou a utilizar os apócrifos com o intuito de combater o protestantismo.

Existe ainda um fato interessante vinculado a esses acontecimentos que ilustra a relação entre os poderes político e religioso de várias épocas e que, se repetirá nos eventos finais que antecedem a segunda vinda de Cristo: o imperador Justiniano I, após tomar conhecimento da ratificação de decisões eclesiásticas referentes aos cânons adotados pelos primeiros quatro concílios gerais, incorpora-os em sua Novela 131 (Nouellae 131), que era as normas constitucionais do império, com força de lei civil. E a infração contra essas normas era considerada crime contra o Estado(f).

Considerações Finais

É inevitável e irrefutável a conclusão de que a igreja apostatada foi a responsável pela mudança da observância sabática pela dominical. Esta alteração ocorreu gradualmente através de leis civis e eclesiásticas que surgiram sob a tutela da igreja de Roma(g) e, como o livro de Daniel descreve, esta instituição religiosa cuidou em "mudar os tempos e a lei" (Daniel 7:25 cf. Marcos 7:7-9). E o fez com maestria, embora a longo prazo.

Os catecismos e outras literaturas romanas contêm diversas declarações que reconhecem a igreja de Roma como a responsável pela mudança do dia de repouso. O fato essencial é que tal mudança não tem aprovação das Escrituras Sagradas. Ao contrário, tem fundamento unicamente na tradição enraizada no paganismo. E não constitui regra de fé e prática. Deve, pois, ser rejeitada.



Texto baseado em: CHRISTIANINNI, A. B. (1981). Subtilezas do Erro, 2.ª ed., São Paulo: CPB, cap. 38, p. 241-246.
c. Acesse: "O dia do Senhor"
e. Sob jurisdição; subordinadas à igreja romana.
1. HEFELE, C. J. (1876). A History of the Councils of the Church: From the Original Documents, vol. II, Edinburg: T. & T. Clark, book VI, sec. 93, p. 316.
2. COLEMAN, L. (1852). Ancient Christianity, Philadelphia: Lippincott, Grambo & Co., chap. XXVI, sec. II, p. 529; (Lyman Coleman foi escritor, professor de idiomas (latim e grego) e pastor da igreja Congregacional).
3. SOCRATES. Ecclesiastical History, book V, chap. XXII; (obra do historiador grego e cristão Sócrates, o Eclesiástico. Ela é composta por sete livros e discorre sobre os acontecimentos da igreja de Roma entre 305-439 d.C., abrangendo fatos políticos e eclesiásticos, tanto internos como externos). Too in: SCHAFF, P. (1886).Nicene and Post-Nicene Fathers: Socrates and Sozomenus Ecclesiastical Histories, ser. II, vol. II, New York: Christian Literature Publishing Co., p. 334.
4. SOZOMEN. Ecclesiastical History, book VII, chap. XIX; (esta obra foi elaborada pelo Salminius Hermias Sozomenus, Sozomen, e descreve a história da igreja baseada nas obras literárias de Sócrates, o Eclesiástico e de Eusebius, bispo de Cesarea). Too in: SCAFF, P. obcit., p. 874.
5. FLICK, A. C. (1964). The Rise of the Mediaeval Church and its Influence on the Civilisation of Western Europe from the First to the Thirteenth Century, New York: Ayer Publishing, chap. XII, p. 237. Too in: BELLESHEIM, A. (1887). History of the Catholic Church in Scotland, vol. I, p. 86; (Alexander Clarence Flick foi professor de História e ciência Política na universidade de Syracuse; era também especialista na história Europeia. Trabalhou como historiador e diretor do acervo histórico do estado de Nova York).
6. PRYNNE, W. (1633). Dissertation on The Lord's Day, p. 33, 34, 44; (William Prynne foi advogado, escritor e membro da igreja Presbiteriana). Too in: ANDREWS, J. N. (1862). History of the Sabbath and First Day of the Week, p. 265; UTTER, G. B. (1913). The Sabbath Recorder, vol. 74, American Sabbath Tract Society, p. 616a.
7. FARRAR, F. W. (1892). The Voice from Sinai: The Eternal Bases of the Moral Law, New York: Thomas Whittaker, p. 152; (Frederic William Farrar foi escritor e filósofo inglês; membro da igreja Anglicana, fez parte do corpo eclesiástico da Abadia de Westminster e em 1883 foi nomeado arquidiácono).
8. NEANDER, A. (1843). The History of the Christian Religion and Church: During the Three First Centuries, Philadelphia: James M. Campbell & Co., p. 186a; (Johann August Wilhelm Neander, escritor e teólogo alemão, lecionou na universidade de Heidelberg e de Berlin, seus trabalhos sobre a história da igreja cristã tornaram-se referência acadêmica).
9. KILLEN, W. D. (1859). The Ancient Church, London: James Nisbet & Co., p. vi (preface); (foi professor de história Eclesiástica e diretor da faculdade Teológica Presbiteriana da Irlanda).
10. LEY, J. (1641). Sunday, a Sabbath: Preparative Discourse for Discussion of Sabbatary Doubts, London: Printed by R. Young for George Lathum, p. 163; (foi clérigo da assembleia de Westminster, presidente do "Sion College" e reitor das universidades de Ashfield e Astbury).
11. "Laodicea, Synod of". (1911). Encyclopædia Britannica, vol. XVI, England: Cambridge University Press, p. 189b.
12. HEFELE, C., J. (1883). A History of the Councils of the Church: From the Original Documents, vol. III, Edinburg: T. & T. Clark, book XI, sec. 200, p. 385.
13. "Chalcedon, Council of". (2010). Encyclopædia Britannica, Chicago: Encyclopædia Britannica.
14. "Laodicea, Council or Synod of". (1919). The Encyclopedia Americana, New York, Albany: J. B. Lyon Company, vol. XVI, p. 739b. Too in: "Laodicea, Synod of". (1911). Encyclopædia Britannica, vol. XVI, England: Cambridge University Press, p. 189b.
15. PEREIRA, C. E. (1949). O Problema Religioso na América Latina: Estudo Dogmático Histórico, 2.ª ed., São Paulo, p. 78. Quoted in: CHRISTIANINNI, A. B. obcit., p. 244; (Eduardo Carlos Pereira de Magalhães foi teólogo presbiteriano, e atuou como professor e escritor evangélico).