sábado, 19 de outubro de 2013

A Hora do Juízo

Após Satanás persuadir Adão e Eva a aceitar às suas ideologias(a), ele passou a governar este mundo (Mateus 4:8-9Lucas 4:5-6;João 12:31). Então iniciou-se a árdua luta entre o bem e o mal, visto que Deus a partir daquele momento pôs em prática o Seu plano para libertar a humanidade do domínio satânico (Colossenses 1:13-14Apocalipse 11:15 cf. Daniel 7:13-14).

E os capítulos 27 e 8 do livro de Daniel apresentam detalhes históricos e proféticos sobre esse conflito cósmico. Eles descrevem a sucessão de quatro impérios(b), com destaque para o último, que por meio de uma de suas instituições, ainda hoje atua contra a autoridade de Deus e obscurece o ministério intercessório de Jesus(c).

Obviamente que Satanás nunca se manteve indiferente ao observar Deus redimindo Suas cativas criaturas, mas sempre esteve em constante oposição (Efésios 6:11-12Apocalipse 12:10 cf. Isaías 14:12). Seu principal intuito é desviar o pecador da lei de Deus e da intercessão de Jesus que lhe concede o perdão (Apocalipse 12:17I João 2:1-4 cf. II Tessalonicenses 2:7-12). Em contrapartida, Deus jamais permitiu que a Sua lei e o ministério sumo sacerdotal de Jesus fossem completamente obscurecidos pelo mal. Através de homens e mulheres fiéis, Ele vem preservando os seus propósitos (Isaías 58:12cf. Isaías 51:4-5Apocalipse 14:12); e isso pode ser exemplificado pela reforma protestante que resgatou parcialmente o papel de Cristo como nosso Mediador, ocasionando grande reavivamento no mundo cristão. E embora tenha sido um resgate parcial, a Bíblia revela o tempo em que os demais ensinos sobre o sumo sacerdócio de Jesus seriam restabelecidos, preparando assim a raça humana para o julgamento de Deus (Daniel 7:9-10 cf. Eclesiastes 12:13-14Apocalipse 14:6-7).

As 2300 tardes e manhãs

- Até quando durará a visão do sacrifício diário e da transgressão assoladora, visão na qual é entregue o santuário e o exército a fim de serem pisados?
- Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado. (Daniel 8:13-14 RA).

Ao anjo Gabriel foi entregue a missão de explicar os eventos citados no diálogo acima para o profeta Daniel. No entanto, as informações que ele recebeu no transcorrer do capítulo 8 lhe causou enfermidade (Daniel 8:27). E isso motivou Gabriel a interromper os esclarecimentos sobre o período das "2300 tardes e manhãs", a única parte da visão que não havia sido explicada. Todavia, ele retorna com o objetivo de resolver essa questão (Daniel 9:21-23). Portanto, os capítulos 8 e 9 do livro de Daniel estão fortemente conectados, pois o capítulo 9 esclarece o período de tempo descrito no capítulo 8. Porém, é necessário entender o significado da expressão "tarde e manhã":

"[...] E disse Deus: 'Haja luz.' E houve luz. E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas. E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. Houve tarde[d] e manhã[e], o primeiro dia." (Gênesis 1:3-5 RA).

De acordo com a Bíblia, "uma tarde" (noite - trevas) e "uma manhã" (dia - luz) formam o período de "um dia" (tempo compreendido entre um pôr do Sol ao outro). E essa maneira usada por Deus para mencionar o intervalo de "um dia", foi igualmente utilizada na resposta de Daniel 8:14, e na exortação do anjo Gabriel sobre a visão do capítulo 8 (Daniel 8:26). Portanto, as "2300 tardes e manhãs" de Daniel 8:14 referem-se a "2300 dias".

Porém, o capítulos 8 descreve eventos proféticos através de simbolismos, e em casos específicos como esses, "um dia" representa "um ano"(f) (cf. Números 14:34Ezequiel 4:6-7). Logo, os "2300 dias" proféticos equivalem a "2300 anos" literais. E o próprio Gabriel auxilia nessa questão ao afirmar que a transgressão contra o santuário (Daniel 8:13) se estenderia até o "tempo do fim" (até os "dias longínquos", Daniel 8:17-19, 26), o que automaticamente elimina a interpretação de que as "2300 tardes e manhãs" sejam literalmente "2300 dias", visto que estes equivalem a 6 anos e 3 meses, e consequentemente, não atingem o "tempo do fim" (cf.Daniel 12:4-9). Assim sendo, prossigamos com às explicações de Gabriel:

"[...] Daniel, agora, saí para fazer-te entender o sentido. No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para to declarar, porque és mui amado; considera, pois, a coisa e entende a visão. Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o santo dos santos." (Daniel 9:22-24 RA).

E o que significa essas "setenta semanas"? Existe alguma relação entre elas e os "2300 anos"?

Quando o anjo Gabriel retorna, ele anuncia ao profeta Daniel que transmitiria os esclarecimentos sobre a visão descrita no capítulo 8, pois sem eles, Daniel não a compreenderia (Daniel 8:27). Por isso a exortação: "considera, pois, a coisa e entende a visão" (Daniel 9:23 RA); em outras palavras: "preste atenção à mensagem para entender a visão" (Daniel 9:23 NVI). E Gabriel inicia justamente abordando o fator, tempo: "Setenta semanas estão [...]" (Daniel 9:24).

Outra relação entre as "70 semanas" e os 2300 anos é observada na palavra "chathak" de Daniel 9:24: "Setenta semanas estão determinadas [chathak] sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade [...]". Embora a maioria das traduções bíblicas utilizem a palavra "determinada" ou "decretada" para traduzir o termo hebraico "chathak", o sentido que mais se aproxima dele são os verbos cortardividirrepartirseparar.12 E algumas traduções(g) optaram em usar estes verbos como correspondentes à "chathak", posicionamento defendido também pelo dicionário hebraico-inglês de Genesius.3

Portanto, as "70 semanas" foram separadas dos 2300 anos; e, os seus respectivos eventos, ajudam a esclarecer a pergunta e a resposta de Daniel 8:13-14. E para realizar essa separação de tempo, o mesmo princípio bíblico, "cada dia por um ano" (Números 14:34Ezequiel 4:6-7), deve ser aplicado às "70 semanas". Como uma semana possui 7 dias e a profecia menciona 70 semanas, logo: 70 x 7 = 490 dias (proféticos) ou 490 anos (literais). Assim, 490 anos devem ser subtraídos ou repartidos de 2300 anos:


E em que momento inicia a contagem dos 490 anos?

"Saiba e entenda que, a partir da promulgação do decreto que manda restaurar e reconstruir Jerusalém até que o Ungido, o príncipe, venha, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas. Ela será reconstruída com ruas e muros, mas em tempos difíceis." (Daniel 9:25 NVI).

Segundo o anjo Gabriel, a contagem dos 490 anos tem início a partir da decreto para restaurar e reconstruir Jerusalém. E a Bíblia registra que esse decreto(h) foi dado pelo rei Artaxerxes I, no ano 457 a.C. (Esdras 7:11-26).


O verso de Daniel 9:25 revela ainda que, desde a ordem para recuperar Jerusalém até o Ungido (até o batismo de Jesus Cristo), se passariam "sete semanas" e "sessenta e duas semanas", que somadas totalizam "69 semanas"(i). Então, a partir da contagem inicial das "70 semanas" (490 anos), "69 semanas" transcorreriam até o momento do batismo de Cristo. E em linguagem profética, "69 semanas" equivalem a 483 anos (69 semanas x 7 dias semanais), o que conduz ao ano 27 d.C.(j), data em que se realizou o batismo de Jesus.


Contudo, Daniel 9:25 menciona apenas 69 das 70 semanas proféticas. Resta ainda "uma semana" (7 anos) a ser analisada, pois: "Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares. [...]" (Daniel 9:27 RA).

A profecia afirma que o Ungido, na metade da última semana (três anos e meio - 3½), cessaria o sacrifício, ou seja, Jesus morreria na cruz e não seria mais necessário o sacrifício de animais que Israel realizava no santuário terrestre (Mateus 27:50-51 cf. Hebreus capítulo 9). E a História registra que no ano 31 d.C., Jesus foi morto, confirmando as informações proféticas.


outra metade (três anos e meio 3½) da "última semana" terminou em 34 d.C. Nessa época o diácono Estevão, após testemunhar em favor de Cristo e Seu ministério, foi apedrejado pelos israelitas e seus líderes (Atos 7:51-60 cf. Mateus 23:37). Com essa atitude a nação de Israel encerra o tempo que lhe foi concedido para que retornasse aos caminhos de Deus(l), o que consequentemente a manteria como representante oficial dEle na Terra.4 Assim, finda-se o período de 490 anos: "Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade. [...]" (Daniel 9:24 RA cf. Mateus 18:21-22).

E uma vez que os 490 anos foram separados dos 2300 anos, em que ano seremos encaminhados ao prosseguir na contagem do tempo que restou(m)? Concluiremos que o período dos 2300 anos nos conduz a 1844 d.C., ano em que iniciou-se a purificação do santuário celestial(n) e o julgamento da humanidade.5

Existe ainda um detalhe neste trecho de Daniel 9:24: "para selar a visão e a profecia". A palavra "selar", proveniente do hebraico "chatham", não foi usada no sentido de "encerrar" ou "concluir" todos os eventos listados em Daniel 9:24, mas para indicar que o cumprimento das profecias compreendidas no intervalo das "70 semanas" (490 anos), confirmariam a realização das demais profecias contidas no período dos 2300 anos, visto que: tanto o fim do obscurecimento do ministério sumo sacerdotal de Cristo acarretado pela "transgressão assoladora" (Daniel 8:13), quanto a eliminação do pecado e o restabelecimento da justiça eterna de Deus citados em Daniel 9:24, não se concretizaram com o encerramento dos 490 anos. Essas coisas foram profetizadas respectivamente para o "tempo do fim" (Daniel 8:17-19, 26; Daniel 12:6-9) e, segundo advento de Jesus (Daniel 8:25 cf. II Tessalonicenses 2:7-8II Pedro 3:13). Assim sendo, segue abaixo o resumo dos eventos abrangidos pelas "2300 tardes e manhã":


457 a.C. - Entrega da ordem para reconstruir Jerusalém (Esdras 7:11-26 cf. Esdras 9:8-9).
408 a.C. - Concluída a reconstrução de Jerusalém.
27 d.C. - João batiza Jesus, o Ungido (Mateus 3:13-17 cf. Lucas 3:1-3).
31 d.C. - Ocorre o sacrifício do Ungido. Três anos e meio após o Seu batismo, Jesus foi morto na cruz do Calvário ("na metade da semana, fará cessar o sacrifício", Lucas 23:46 cf. Mateus 27:50-51Daniel 9:27).
34 d.C. - Chega ao fim o período das "70 semanas" (490 anos), ano marcado pelos seguintes acontecimentos: Estevão, à exemplo de outros mensageiros de Deus, foi apedrejado pelo incrédulo povo de Israel (Atos 7:59-60 cf. Lucas 13:34), com isso o título de nação sacerdotal lhe foi retirado (Jeremias 6:16 cf. Atos 7:51-53Mateus 21:42-46); iniciou-se a perseguição à igreja primitiva e a propagação do evangelho entre os gentios (Atos 8:1-3Atos 13:44-52).
1844 d.C. - Inicia a purificação do santuário celestial e o juízo investigativo.6

Considerações finais
Segundo às profecias, foi a partir do ano de 1844 que as ações dos homens passaram a ser definitivamente avaliadas no juízo de Deus, e milhões de pessoas desconhecem ou ignoram essa verdade. Por isso surgi "um anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a Terra, e a toda nação, tribo, língua, e povo, dizendo em grande voz: 'Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora de Seu juízo.' [...]" (Apocalipse 14:6-7 RA). A palavra "anjo", em linguagem profética, significa mensagem ou mensageiro, e a descrição desse anjo voando representa a urgência com que essa mensagem deve ser proclamada.

Infelizmente o juízo é mal compreendido. Muitos confundem o juízo de Deus com os flagelos e catástrofes que acontecerão antes do retorno de Cristo. Os flagelos ou a sentença condenatória não é o juízo. Juízo é o processo pela qual se considera um caso através de um juiz, um advogado, um promotor de acusação, testemunhas e provas.7 E o profeta Daniel descreve o juízo celestial nas seguintes palavras:

"Enquanto eu olhava, tronos foram colocados, e um Ancião Se assentou. Sua veste era branca como a neve; o cabelo era branco como a lã. Seu trono era envolto em fogo, e as rodas do trono estavam em chamas. De diante dEle, saía um rio de fogo. Milhares de milhares o serviam; milhões e milhões estavam diante dEle. O tribunal iniciou o julgamento, e os livros foram abertos." (Daniel 7:9-10 NVI cf. Apocalipse 3:5).



Texto baseado em: Nisto Cremos. (2003). 7.ª ed., São Paulo: CPB, cap. 23.
Vídeos relacionados: O Juízo FinalCremos no Juízo
a. Acesse: No Princípio
b. Impérios: babilônico, medo-persa, grego e romano.
c. Acesse: Roma versus Antíoco Epifânio (no tópico: "O lugar do Seu santuário foi deitado abaixo").
d. A palavra "tarde" vem do hebraico "'ereb", que significa: noite, anoitecer.
e. A palavra "manhã" vem do hebraico "boqer", que significa: amanhecer (alvorecer; raiar o dia).
g. Por exemplo, a versão espanhola, "Sagradas Escrituras" de 1569, apresenta o verbo "cortar" entre parênteses para destacar o sentido mais preciso de "chathak": "Setenta semanas están determinadas (heb. cortadas) sobre tu pueblo y sobre tu Santa Ciudad [...]" (Daniel 9:24 SEV). E a "Darby Version" traz a seguinte tradução: "Seventy weeks are apportioned [repartidas, divididas] out upon thy people and upon thy holy city [...]" (Daniel 9:24 DBY).
h. O livro de Esdras registra três decretos autorizando o retorno dos exilados judeus à Judeia: o primeiro foi emitido por Ciro II, em 537 a.C. (Esdras 1:1-5); o segundo (uma ratificação do primeiro) foi emitido por Dario I, em 520 a.C. (Esdras 6:1-12); e o terceiro foi emitido por Artaxerxes I, em 457 a.C. (Esdras 7:11-24). Porém, os decretos de Ciro II e Dario I centralizaram-se em auxiliar os judeus a reconstruir o templo de Jerusalém, enquanto o decreto de Artaxerxes I estava voltado a: restabelecer a autonomia administrativa do Estado de Israel (Esdras 7:25-26); recompor a estrutura física de Jerusalém (cf. Esdras 9:8-9); e, fornecer recursos para a manutenção do templo (Esdras 7:27-28 cf. Esdras 6:14-15). Posteriormente, Artaxerxes I, em 444 a.C., atende a um pedido de Neemias e entrega-lhe algumas cartas (não eram decretos, mas salvos-condutos) para que ele pudesse transitar livremente até chegar em Judá, pois os judeus tinham muitos inimigos ao longo do território medo-persa (Neemias 2:7 cf. Esdras 8:21-23). E entre essas cartas havia uma em especial que lhe permitia obter madeira das florestas do império medo-persa. E essa madeira foi utilizada para: confeccionar as portas da cidadela que protegia o templo; reconstruir as portas dos muros de Jerusalém; e, reformar ou construir à sua residência. Essa ajuda adicional conseguida por Neemias reanimou os judeus a continuar à obra de restauração de Jerusalém, sobretudo os muros que estavam em péssimas condições (Neemias 2:8 cf. Neemias 2:13-18). Portanto, o decreto de Artaxerxes I, outorgado em 457 a.C., é o ponto inicial para a contagem dos 2300 anos. Ademais, as datas de promulgação dos outros decretos, assim como a data das cartas obtidas por Neemias, não coincidem com a cronologia dos eventos citados em Daniel 9:25-27.
i. "Sete semanas" equivalem a 49 anos, tempo gasto para restaurar Jerusalém. E, "sessenta e duas semanas" (434 anos), refere-se ao tempo compreendido entre a conclusão da reedificação de Jerusalém (408 a.C.) e o batismo de Jesus (27 d.C.).
j. O evangelho de Lucas registra que Jesus tinha, aproximadamente, 30 anos quando foi batizado (Lucas 3:21-23); evento que ocorreu no 15.º ano do reinado de Tibério César (Lucas 3:1-3). Então, por que no presente estudo consta a data 27 d.C.? Isso ocorre porque a cronologia da chamada, "Era Cristã", que divide o tempo em "a.C." (antes de Cristo) e "d.C." (depois de Cristo), não representa fielmente a cronologia bíblica. O monge Dionysius Exiguus ao criar a escala de tempo da "era cristã", a pedido do Papa John I, escolheu a data do nascimento de Jesus para ser a base de seus cálculos (o ponto de referência), porém, ele errou a data do nascimento entre 3 a 4 anos. Por conseguinte, à sua contagem de tempo esta descompassada em relação aos eventos bíblicos. Por exemplo, a Bíblia relata que Herodes tentou matar Jesus logo após o Seu nascimento (Mateus 2:13-23), e de acordo com a cronologia elaborada por Dionysius, o rei Herodes morreu em 4 a.C., ou seja, ele morreu aproximadamente quatro anos antes de Jesus nascer; fato que não procede segundo a História ("Dionysius Exiguus". (2010). Encyclopædia Britannica. Chicago: Encyclopædia Britannica; MOSSHAMMER, A. A. (2008). The Easter Computus and the Origins of the Christian Era, New York, NY: Oxford University Press, chap. 15, p. 344).
l. Jesus sabendo que restavam apenas três anos e meio para o povo de Israel, orientou os Seus discípulos dizendo: "Não se dirijam aos gentios, nem entrem em cidade alguma dos samaritanos. Antes, dirijam-se às ovelhas perdidas de Israel. Por onde forem, preguem esta mensagem: 'O Reino dos céus está próximo'." (Mateus 10:5-7 NVI).
m. Na cronologia da "era cristã", não existe o "ano zero", tem-se o ano 1 a.C. e em seguida 1 d.C.
n. A purificação do santuário celestial deve ser compreendida à semelhança do que ocorria no santuário terrestre no dia da Expiação. Acesse: O Tribunal Celestial.
1. STRONG, J. (1981). The Exhaustive Concordance of the Bible, ed. Macdonald Publishing Company, ref. 02852.
2. SHEA, W. H. The Relationship Between the Prophecies of Daniel 8 and 9. In: WALLENKAMPF, A.; LESHER, W. R. (1981). The Sanctuary and the Atonement. Washington, D.C.: Biblical Research Institute, p. 228-250.
3. TREGELLES, S. P. (1857). Gesenius's Hebrew and Chaldee Lexicon: Old Testament Scripture, Paternoster Row, London: Samuel Bagster & Sons, p. 314b; (Gesenius Wilhelm foi um renomado estudioso do hebraico e de outros idiomas semitas. Após à sua formação nas Universidades de Helmstedt e Göttingen, ele iniciou o magistério na Universidade de Halle. A sua gramática, "Hebrew", e o seu dicionário, "Hebrew and Chaldee", possuem diversas edições e traduções. Gesenius também lançou os fundamentos da epigrafia semita ao decifrar inscrições fenícias conhecidas em sua época).
4. Êxodo 19:5-6; Romanos 3:2; Jeremias 2:13; Jeremias 6:16; Jeremias 18:15-16; Mateus 21:42-46.
5. Daniel 7:9-10 cf. Eclesiastes 12:13-14, Tiago 2:12 cf. Apocalipse 11:19, Hebreus 8:1-2; Atos 17:30-31 cf. Apocalipse 14:6-7.
6. Daniel 8:14 cf. Hebreus 9:23-24; Apocalipse 14:7 cf. I Pedro 4:17.
7. BULLON, A. (1998). O Terceiro Milênio e as Profecias do Apocalipse, 1.ª ed., São Paulo: CPB, p. 29.


domingo, 13 de outubro de 2013

No Princípio

Adão e Eva tinham para sua felicidade tudo que pudessem desejar. Mas Deus determinou, em Seu plano onisciente, testar sua lealdade, antes que eles pudessem ser considerados eternamente livres de perigo. Ele não colocou o mal fora do alcance deles. A Satanás foi permitido tentá-los. Se resistissem às tentações, haveriam de estar no eterno favor de Deus e dos anjos celestiais.

Satanás estava espantado ante sua nova condição. Sua felicidade acabara. Olhava para os anjos que, com ele, outrora foram tão felizes, mas que tinham sido expulsos do Céu em sua companhia. Antes de sua queda nenhuma sombra de descontentamento tinha turbado sua perfeita alegria. Agora, tudo parecia mudado. As faces que tinham refletido a imagem de seu Criador estavam melancólicas e em desespero. Conflito, discórdia e ásperas recriminações existiam entre eles. Antes de sua rebelião, esses acontecimentos eram desconhecidos no Céu. Satanás agora observava os terríveis resultados de sua revolta. Ele estremecia e temia encarar o futuro e contemplar o fim dessas coisas. (...) Não tivera, em sua rebelião, nenhum motivo para seu procedimento, arruinara irremediavelmente não só a si mesmo mas uma multidão de anjos. (...)

Seus seguidores foram procurá-lo, e ele, erguendo-se e assumindo um ar de desafio, informou-os de seus planos para arrebatar de Deus o nobre Adão e sua companheira Eva. Se pudesse de alguma forma induzi-los à desobediência, Deus faria alguma provisão pela qual pudessem ser perdoados, e então, ele e todos os anjos caídos obteriam um provável meio de partilhar com eles a misericórdia de Deus. Se isto falhasse, podiam unir-se com Adão e Eva, pois, se esses viessem a transgredir a lei divina ficariam sujeitos à ira de Deus, como eles próprios estavam. Suas transgressões os colocariam, também, num estado de rebelião, assim eles poderiam unir-se a Adão e Eva, tomar posse do Éden e conservá-lo como seu lar. (...)

Deus reuniu o exército angelical para tomar medidas e impedir o perigo ameaçador. Ficou decidido no concílio celestial que anjos deviam visitar o Éden e advertir Adão de que ele estava em perigo pela presença de um adversário. Dois anjos apressaram-se a visitar nossos primeiros pais. (...) Então, claramente informaram de que a árvore do conhecimento foi colocada no jardim para ser um penhor de sua obediência e amor a Deus; que a elevada e feliz condição de santos anjos seria conservada sob a condição de obediência; que eles estavam numa situação similar, que podiam obedecer à lei de Deus e ser inexprimivelmente felizes, ou desobedecer e perder sua elevada condição e serem mergulhados num desespero irremediável.

Contaram a Adão e Eva que Deus não os compelia a obedecer - que Ele não removera deles o poder de contrariar Sua vontade; que eles eram agentes morais, livres para obedecer ou desobedecer. Havia apenas uma proibição que Deus considerara próprio impor-lhes: se transgredissem a Sua vontade, certamente morreriam. Contaram a Adão e Eva que o mais exaltado anjo, imediato a Cristo, recusara obedecer à lei de Deus, a qual tinha Ele ordenado para governar os seres celestiais; que esta rebelião causara guerra no Céu, a qual resultara na expulsão dos rebeldes, de todos aqueles que se uniram a ele em pôr em dúvida a autoridade do grande Jeová; e que o rebelde caído era agora inimigo de tudo o que interessasse a Deus e Seu amado Filho.

Contaram-lhes que Satanás propusera-se fazer-lhes mal, e que era necessário estarem alerta, porque podiam entrar em contato com o inimigo caído; mas que não podia causar-lhes dano enquanto rendessem obediência aos mandamentos de Deus, e que, se necessário, todos os anjos do Céu viriam em seu auxílio antes que ele pudesse de alguma forma prejudicá-los. Mas se desobedecessem ao mandamento de Deus, então Satanás teria poder para sempre molestá-los, confundi-los e causar-lhes dificuldades. Se permanecessem resolutos contra as primeiras insinuações de Satanás, estariam tão seguros quanto os anjos celestiais. Mas se cedessem ao tentador, Aquele que não poupou os exaltados anjos, não os pouparia. Deviam sofrer o castigo da sua transgressão, pois a lei de Deus é tão sagrada como Ele próprio, e Deus requer implícita obediência de todos no Céu e na Terra.

Os anjos preveniram Eva para que não se separasse do marido em suas ocupações, pois podia ser levada a um contato com esse inimigo caído. Separando-se um do outro, estariam em maior perigo do que se ficassem juntos. Os anjos insistiram que seguissem bem de perto as instruções dadas por Deus com referência à árvore do conhecimento, que na obediência perfeita estariam seguros, e que o inimigo não teria poder para enganá-los. Deus não permitiria que Satanás seguisse o santo par com contínuas tentações. Poderia ter acesso a eles apenas na árvore do conhecimento do bem e do mal. (...)

Tentação e Queda

Satanás assumiu a forma de serpente e entrou no Éden. A serpente era uma bela criatura com asas, e quando voava pelos ares apresentava uma aparência brilhante, parecendo ouro polido. Ela não andava sobre o chão, mas ia de uma árvore a outra pelo ar e comia frutos como o homem. Satanás entrou na serpente e tomou sua posição na árvore do conhecimento e começou vagarosamente a comer do fruto.


Eva, a princípio inconscientemente, absorvida em suas ocupações, separou-se do marido. Quando percebeu o fato, sentiu a apreensão do perigo, mas de novo imaginou estar segura, mesmo não estando ao lado do marido. Tinha sabedoria e força suficientes para discernir o mal e resistir-lhe. Os anjos haviam-na advertido para que não fizesse isso. Eva logo se achou a contemplar com um misto de curiosidade e admiração a árvore proibida. Viu que o fruto era muito belo, e pensava consigo mesma porque Deus decidira proibi-los de comê-lo ou tocar nele. Era então a oportunidade de Satanás. Dirigiu-se a ela como se fosse capaz de adivinhar seus pensamentos: "É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?" (Gênesis 3:1 KJV). Assim, com palavras suaves e aprazíveis, e com voz musical, dirigiu-se à maravilhada Eva. Ela se sobressaltou ao ouvir uma serpente falar. Esta exaltava sua beleza e excessivo encanto, o que não lhe desagradava. Mas Eva estava espantada, pois sabia que Deus não tinha conferido à serpente o poder da fala.

A curiosidade de Eva aumentou. Em vez de escapar do local, ficou ouvindo a serpente falar. Não ocorreu à sua mente que este pudesse ser o inimigo decaído, usando a serpente como médium. Era Satanás quem falava, não a serpente. Eva estava encantada, lisonjeada, envaidecida. Tivesse encontrado uma personagem autoritária, possuindo uma forma semelhante à dos anjos, teria ela se colocado em guarda. Mas essa estranha voz devia tê-la impelido para junto de seu marido, a fim de perguntar-lhe porque outro podia assim livremente dirigir-se a ela. Contudo, entrou em controvérsia com a serpente. Respondeu a sua pergunta: "Do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: 'Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais'." Então a serpente disse à mulher: "Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal." (Gênesis 3:2-5 KJV).

"Eva exagerou as palavras da ordem de Deus. Ele disse a Adão e Eva: 'Mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.' (Gênesis 2:17 KJV). Na discussão de Eva com a serpente, ela acrescentou: 'Nem nele tocareis.' (Gênesis 3:3KJV). Aqui apareceu a sutileza da serpente. Esta citação de Eva deu-lhe vantagem; colheu o fruto e o colocou nas mãos de Eva, usando suas próprias palavras: 'Deus disse que morrerias se tocasses no fruto. Vê, nenhum mal te sucedeu ao tocares nele; tampouco receberás dano algum ao comê-lo.' Eva cedeu ao manhoso engano do diabo em forma de serpente."1

Satanás desejava infundir a ideia de que pelo comer da árvore proibida eles receberiam uma nova e mais nobre espécie de conhecimento do que até então tinham alcançado. Este tem sido seu trabalho especial, com grande sucesso, desde a queda - levar o homem a forçar a porta dos segredos do Todo-poderoso, a não estar satisfeito com o que Deus revelou, e não cuidar de obedecer ao que Ele ordenou. Gostaria de levá-los a desobedecer aos mandamentos de Deus e então fazê-los crer que estão entrando num maravilhoso campo de saber. Isso é pura suposição, um miserável engano. (...)

Não era da vontade de Deus que este santo par tivesse qualquer conhecimento do mal. Dera-lhes livremente o bem, mas retivera o mal. Eva julgou sábias as palavras da astuta serpente, quando ouviu a audaciosa afirmação: "Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal" - fazendo de Deus um mentiroso (Gênesis 3:4-5). Satanás insinuou insolentemente que Deus os tinha enganado, impedindo que fossem exaltados com um conhecimento igual ao Seu próprio. Deus disse: "No dia em que dela comeres, certamente morrerás." (Gênesis 2:17 KJV). A serpente disse: "Certamente não morrereis." (Gênesis 3:4 KJV).

"Aqui o pai da mentira fez sua afirmação em direta contradição à expressa palavra de Deus. Satanás assegurou a Eva que ela foi criada imortal, e que para ela não havia possibilidade de morrer. Disse-lhe que Deus sabia que se ela e seu esposo comessem da árvore do conhecimento, sua compreensão seria iluminada, expandida, enaltecida, tornando-se iguais a Ele mesmo. A serpente respondeu a Eva que a ordem de Deus, proibindo-os de comer da árvore do conhecimento, foi dada para conservá-los num tal estado de subordinação que lhes vedasse o conhecimento, o qual era poder. Assegurou-lhe que o fruto desta árvore era desejável acima de todas as do jardim, para fazê-los sábios e exaltá-los à igualdade com Deus. Ele vos recusou, disse a serpente, o fruto desta árvore, a qual dentre todas as árvores, é a mais desejável pelo delicioso sabor e estimulante influência."2

Eva pensou que o discurso da serpente fosse muito sábio, e que a proibição de Deus fosse injusta. Olhava com ardente desejo para a árvore carregada de frutos que pareciam muito deliciosos. A serpente estava comendo-os com evidente deleite. Eva agora desejava este fruto mais do que todas as variedades que Deus lhe pusera ao alcance, com pleno direito de uso.

O tentador assegurou a Eva que tão logo comesse o fruto, ela receberia um novo e superior conhecimento que a faria igual a Deus. Chamou sua atenção para si mesmo. Ele comera livremente da árvore e a achara não apenas perfeitamente inofensiva mas deliciosa e estimulante, e disse que era por causa de suas maravilhosas propriedades de comunicar a sabedoria e o poder que Deus lhes tinha proibido experimentá-la ou mesmo tocá-la, pois Ele conhecia estas maravilhosas qualidades. Declarou que ter comido o fruto da árvore proibida era a razão de ter obtido o dom da fala. Insinuou que Deus não levaria a cabo Sua advertência. Isto era meramente uma ameaça para intimidá-los e privá-los do grande bem. Disse-lhes mais, que não poderiam morrer. Não tinham comido da árvore da vida, que perpetuava a imortalidade? Disse que Deus os estava enganando e impedindo-os de um mais elevado estado de felicidade e mais exaltada alegria. O tentador colheu um fruto e passou-o a Eva. Ela o tomou nas mãos. Ora, disse o tentador, vocês foram proibidos até mesmo de tocá-lo pois morreriam. Não observariam maior sensação de perigo e morte comendo o fruto, declarou ele, do que nele tocando ou manuseando-o. Eva foi encorajada, pois não sentia os sinais imediatos do desagrado de Deus. Pensou que as palavras do tentador eram de todo sábias e corretas. Comeu, e ficou encantada com o fruto. Ele pareceu delicioso ao paladar, e ela imaginava sentir em si mesma os maravilhosos efeitos do fruto.

Ela então colheu para si do fruto e comeu, e imaginou sentir o poder de uma nova e elevada existência como resultado da exaltadora influência do fruto proibido. Em um estado de agitação estranha e fora do natural, com as mãos cheias do fruto proibido, procurou o marido. Relatou o sábio discurso da serpente e desejava conduzi-lo imediatamente à árvore do conhecimento. Disse-lhe que havia comido do fruto, e em vez de experimentar qualquer sensação de morte, sentia uma agradável e exaltadora influência. Tão logo Eva desobedeceu, tornou-se um poderoso agente para ocasionar a ruína do esposo. (...)

Adão lamentou por Eva ter deixado o seu lado; agora, porém, a ação estava praticada. Devia separar-se daquela cuja companhia ele tanto amara. Como podia suportar isso? Seu amor por Eva era muito grande. Em completo desencorajamento, resolveu partilhar a sua sorte. Raciocinou que Eva era uma parte dele, se ela devia morrer, com ela morreria ele, pois não podia suportar a ideia da separação. Faltou-lhe fé em seu misericordioso e benevolente Criador. Não compreendia que Deus, que do pó da terra o havia criado, como um ser vivo e belo, e tinha criado Eva para ser sua companheira, poderia suprir seu lugar. Mas afinal, não poderiam ser verdadeiras as palavras da serpente? Eva estava diante dele, tão bela, e aparentemente tão inocente como antes desse ato de desobediência. Sob os efeitos do fruto que havia comido, exprimia maior amor para com ele do que antes de sua desobediência. Não viu nela um só sinal de morte. Ela lhe havia contado da feliz influência do fruto, de seu ardente amor por ele, e decidiu afrontar as consequências. Tomou o fruto e comeu rapidamente e, como ocorreu com Eva, não sentiu imediatamente seus maus efeitos. (...)


Depois de sua transgressão, Adão a princípio imaginou-se passando para uma nova e mais elevada existência. Mas logo o pensamento de seu pecado o encheu de terror. O ar, que até então havia sido de uma temperatura amena e uniforme, parecia-lhe extremamente hostil. O culpado casal experimentava uma intuição de pecado. Sentiam um terror pelo futuro, uma sensação de necessidade, uma nudez de alma. Desapareceram o amor, a paz e o feliz contentamento que haviam desfrutado e, em seu lugar, veio uma sensação de carência que nunca tinham experimentado antes. Pela primeira vez puseram sua atenção no exterior. Eles não tinham estado vestidos, mas rodeados de luz, como os anjos celestiais. Essa luz com a qual estavam circundados tinha sido retirada. Para aliviar o senso de carência e nudez que experimentavam, trataram de procurar uma cobertura para seu corpo, pois como podiam, nus, defrontar o olhar de Deus e dos anjos?

Seu crime está agora diante deles em sua verdadeira luz. Sua transgressão do expresso mandamento de Deus assume um caráter mais claro. Adão censurara a Eva por sua insensatez em sair de seu lado, e deixar-se enganar pela serpente. Mas ambos procuravam tranquilizar-se de que Deus, que lhes tinha dado todas as coisas para fazê-los felizes, perdoaria essa transgressão devido ao Seu grande amor por eles e que o castigo não seria afinal tão terrível. Satanás exultou com seu êxito. Tinha tentado a mulher a desconfiar de Deus, a duvidar de Sua sabedoria e a procurar penetrar em Seus oniscientes planos. E por seu intermédio ele também causou a ruína de Adão, que, em consequência de seu amor por Eva, desobedeceu ao mandado de Deus e caiu com ela. (...)

O Senhor visitou Adão e Eva, e tornou conhecidas as consequências de sua transgressão. Em sua inocência e santidade tinham eles alegremente recebido a majestosa aproximação de Deus, mas agora escondiam-se de Sua inspeção. Mas "chamou o Senhor Deus a Adão, e disse-lhe: 'Onde estás?' E ele disse: 'Ouvi a Tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me'. E Deus disse: 'Quem te mostrou que estavas nu? Comeste tu da árvore de que te ordenei que não comesses?'" (Gênesis 3:9-11 KJV). Esta pergunta foi formulada pelo Senhor, não porque Ele necessitasse de informação, mas para fixar a responsabilidade do culpado par. Que fizeste para te tornares envergonhado e com medo? Adão reconheceu sua transgressão, não porque estivesse arrependido de sua grande desobediência, mas para lançar censura a Deus: "A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e eu comi." (Gênesis 3:12 KJV). Quando foi perguntado à mulher: "Por que fizeste isto?" ela respondeu: "A serpente me enganou, e eu comi." (Gênesis 3:13 KJV).

O Senhor então dirigiu-se à serpente: "Porquanto fizeste isto, maldita serás mais que toda a besta, e mais que todos os animais do campo: sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida." (Gênesis 3:14KJV). Como a serpente tinha sido exaltada acima de todas as bestas do campo, seria agora degradada abaixo de todas elas e odiada pelo homem, porquanto fora o agente pelo qual Satanás agira. A Adão disse o Senhor: "Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: 'Não comerás dela', maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida. Espinhos, e cardos também, te produzirá; e comerás a erva do campo. No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó, e em pó te tornarás." (Gênesis 3:17-19 KJV).

Deus amaldiçoou a terra por causa do pecado de Adão e Eva em comer da árvore do conhecimento e declarou: "Com dor comerás dela todos os dias da tua vida." (Gênesis 3:17 KJV). Deus tinha partilhado com eles o bem, mas retido o mal. Agora declara que comerão dele, isto é, devem ser relacionados com o mal todos os dias de sua vida. Daquele tempo em diante o gênero humano seria afligido pelas tentações de Satanás. Uma vida de contínua labuta e ansiedade foi designada a Adão, em vez do alegre e feliz labor que tivera até então. Estariam sujeitos ao desapontamento, pesares, dor, e finalmente à morte. Foram feitos do pó da terra, e ao pó deviam voltar.

Foram informados de que teriam que perder seu lar edênico. Tinham cedido aos enganos de Satanás e crido em suas palavras de que Deus mentira. Pela sua transgressão, tinham aberto o caminho para Satanás ganhar mais fácil acesso a eles, e não era seguro permanecer no jardim do Éden, pois em seu estado pecaminoso poderiam ter acesso à árvore da vida e perpetuar uma vida de pecados. Suplicaram que lhes fosse permitido permanecer, embora reconhecessem terem perdido todo o direito ao abençoado Éden. Prometeram que no futuro renderiam implícita obediência a Deus. Foi-lhes dito que de sua queda da inocência para a culpa tinha resultado não força, mas grande fraqueza. Não tinham preservado a integridade de quando viviam no estado de santa e feliz inocência, e agora, em estado de culpa consciente, tinham menos poder para permanecer verdadeiros e leais. Ficaram cheios da mais penetrante angústia e remorso, e agora sentiram que o castigo do pecado era a morte. (...)

O Céu encheu-se de tristeza quando se compreendeu que o homem estava perdido, que o mundo que Deus criara deveria encher-se de mortais condenados à miséria, enfermidade e morte, e não haveria um meio de livramento para o transgressor. A família inteira de Adão deveria morrer. (...) Jesus lhes disse que ficaria entre a ira de Seu Pai e o homem culpado, que Ele enfrentaria a iniquidade e o escárnio, e que poucos, apenas, O receberiam como o Filho de Deus. Quase todos O odiariam e rejeitariam. (...) Ele morreria a mais cruel das mortes, suspenso entre o céu e a terra, como um pecador criminoso. Sofreria terríveis horas de agonia, as quais nem mesmo os anjos poderiam contemplar, mas esconderiam seu rosto dessa cena. Ele suportaria não apenas agonia física mas também mental, com que o sofrimento físico de nenhum modo se poderia comparar. O peso dos pecados do mundo inteiro estaria sobre Ele. Disse-lhes que morreria, e ressuscitaria no terceiro dia, e ascenderia a Seu Pai para interceder pelo homem perdido e culposo.


Os anjos prostraram-se diante dEle. Ofereceram suas vidas. Jesus lhes disse que pela Sua morte salvaria a muitos; que a vida de um anjo não poderia pagar a dívida. Sua vida unicamente poderia ser aceita por Seu Pai como resgate pelo homem. (...) Pensas que o Pai entregou Seu mui amado Filho sem esforço? Não, absolutamente. Foi mesmo uma luta, para o Deus do Céu, decidir se deixaria o homem culpado perecer, ou se daria Seu amado Filho para morrer por ele. (...)

Satanás de novo regozijou-se com seus anjos de que, ocasionando a queda do homem, pudesse ele retirar o Filho de Deus de Sua exaltada posição. Disse a seus anjos que, quando Jesus tomasse a natureza do homem decaído, poderia derrotá-Lo, e impedir a realização do plano da salvação. (...)


Texto extraído de: WHITE, E. G. História da Redenção, São Paulo: CPB, cap. 3-5.
1. WHITE, E. G. Deserto da Tentação, No; São Paulo: CPB, cap. 3, p. 17-18.
2Ibidem, 16-17.

sábado, 17 de agosto de 2013

A Nova Terra.


Na Nova Terra, em que habita justiça, Deus proverá um lar eterno para os remidos e um ambiente perfeito para vida, amor, alegria e aprendizado eternos, em Sua presença.

Um mundo de paz. Sem ódio nem rancor. Um mundo sem violência, preconceitos, corrupção, traições ou manifestações de deslealdade. Um mundo sem dor, sofrimento, luto nem pranto. Um mundo perfeito, onde as flores não murcham e o brilho do próprio Cristo nos aquece e ilumina. Isso é o que todos almejamos ardentemente, cansados como estamos no mundo atual e suas dores. Para a mentalidade materialista e descrente, isso é a utopia. Mas, a Bíblia fala de realidades a nós prometidas e preparadas por um Ser que jamais falha.

O que o SENHOR prometeu criar pós o milênio? “Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça” II Pedro 3:13.

Após os mil anos, a Nova Jerusalém descerá para a terra “E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido” Apocalipse 21:2, tornando-se a capital da Nova Terra. Será quadrada “E a cidade estava situada em quadrado; e o seu comprimento era tanto como a sua largura. E mediu a cidade com a cana até doze mil estádios; e seu comprimento, largura e altura eram iguais” Apocalipse 21:16, cercada de muros e adornada de pedras preciosas. Em cada lado dos muros haverá três portas onde estarão escritos os nomes das doze tribos de Israel e dos doze apóstolos. A cidade e a praça serão de ouro “e as doze portas eram doze pérolas: cada uma das portas era uma pérola; e a praça da cidade de ouro puro, como vidro transparente” Apocalipse 21:21, “E mostrou-me o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro. No meio da sua praça, e de uma e da outra banda do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para saúde das nações” Apocalipse 22:1-2. Na praça, estarão o trono de Deus, a árvore da vida e o rio da vida.

Quem ficará fora da cidade e quem entrará nela? “Mas, quanto aos tímidos e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicários, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte... E não entrará nela coisa alguma que contamine, e cometa abominação e mentira; mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro” Apocalipse 21:8, 27.

O que não haverá na nova terra? “E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas” Apocalipse 21:4.

Quais serão as atividades dos salvos na Nova Terra? “E edificarão casas, e as habitarão e plantarão vinhas, e comerão o seu fruto. Não edificarão para que os outros habitem; não plantarão para que os outros comam; porque os dias do meu povo serão como os dias da árvore, e os meus eleitos gozarão das obras das suas mãos até à velhice” Isaías 65:21-22.

Como serão os animais na Nova Terra? “O lobo e o cordeiro se apascentarão juntos, e o leão comerá palha como o boi; e pó será a comida da serpente. Não farão mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o SENHOR” Isaías 65:25.

Quão freqüentemente os salvos adorarão a Deus na Nova Terra? “Porque, como os céus novos, e a terra nova, que hei de fazer, estarão diante da minha face, diz o SENHOR, assim há de estar a vossa posteridade e o vosso nome. E será que desde uma lua nova até à outra, e desde um sábado até ao outro, virá toda carne a adorar perante a mim, diz o SENHOR” Isaías 65:22-23.

Para quem Deus preparou essa cidade? “Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam” I Coríntios 2:9.

Qual é a marca daqueles que amam a Deus? “Se Me amardes, guardareis os Meus mandamentos” João 14:15.



Fonte: Guia de Estudo Bíblico Ouvindo a Voz de Deus

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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

O Milênio e o Fim do Pecado.


O milênio é o reinado de mil anos, de Cristo com Seus santos, no Céu, entre a primeira e a segunda ressurreições. Durante este tempo serão julgados os ímpios mortos. No fim desse período, Cristo com Seus Santos e a Cidade Santa descerão do Céu à Terra. Os ímpios mortos serão então ressuscitados e, com Satanás e seus anjos, cercarão a cidade; mas fogo de Deus os consumirá e purificará a Terra. O Universo ficará assim eternamente livre do pecado e dos pecadores.

Na seqüência da volta de Cristo, acontecimentos extraordinários terão lugar. Até que o planeta seja definitivamente restaurado, decorrerá um período de mil anos, ou um milênio. O que acontecerá na terra, durante esse período? Onde e em que circunstância estará satanás? Qual é o desfecho de tudo? É importante que busquemos respostas nas Escrituras Sagradas para essas indagações.

Para onde irão os salvos após a volta de Cristo e quanto tempo ali permanecerão? “Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com Ele mil anos” Apocalipse 20:6.

O que os salvos farão no Céu durante os mil anos? “E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela Palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos” Apocalipse 20:4.
“Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois porventura indignos de julgar as coisas mínimas?” I Coríntios 6:2.

Como ficará a terra durante esse período? “Observei a terra, e eis que estava assolada e vazia; e os céus, e não tinham a sua luz. Observei os montes, e eis que estavam tremendo; e todos os outeiros estremeciam. Observei e vi que homem nenhum havia e que todas as aves do céu tinham fugido. Vi também que a terra fértil era um deserto, e que todas as suas cidades estavam derribadas diante do SENHOR, diante do furor da sua ira” Jeremias 4:23-26.
“E serão os mortos do SENHOR, naquele dia, desde uma extremidade da terra até à outra extremidade da terra; não serão pranteados, nem recolhidos, nem sepultados, mas serão como estrume sobre a face da terra” Jeremias 25:33.

Quem permanecerá na terra durante os mil anos? “E vi descer do céu um anjo, que tinha a chave do abismo, e uma grande cadeia na sua mão. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o diabo e satanás, e amarrou-o por mil anos. E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que mais não engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois importa que seja solto por um pouco de tempo” Apocalipse 20:1-3.

Passados os mil anos, o que ocorrerá a satanás e os ímpios? “Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição. Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com Ele mil anos. E, acabando-se os mil anos, satanás será solto da sua prisão” Apocalipse 20:5-7.

Que outros eventos marcam o fim dos mil anos? “E eu, João, vi a Santa Cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu. Adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido” Apocalipse 21:2.

O que satanás fará com seu grande exército, à medida que a Cidade Santa se aproximar da terra? “E sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha” Apocalipse 20:8.

Qual será a sentença final daqueles que rejeitaram a Deus e Sua vontade? “E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; mas desceu fogo do céu, e os devorou” Apocalipse 20:9.
“Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seu anjos” Mateus 25:41.


Fonte: Guia de Estudo Bíblico Ouvindo a Voz de Deus

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domingo, 11 de agosto de 2013

Morte e Ressurreição.


O salário do pecado é a morte. Mas Deus, o único que é imortal, concederá vida eterna a Seus remidos. Até aquele dia, a morte é um estado inconsciente para todas as pessoas.

Se existe algo que não nos acostumamos, é a morte. Curioso é que, em meio ás incertezas da vida, a certeza da morte é o que mais nos intriga. Provavelmente, você já se perguntou: “Para onde vou quando morrer?” ou “Existe vida após a morte?”

As teorias são muitas, mas as respostas, insuficientes e incertas. Ninguém se conforma com a morte. Isso sugere que não fomos criados para morrer. Em meio a todos esses pensamentos, a boa notícia é que se você tem perguntas sobre a morte, a Bíblia tem as respostas. Se você tem medo da morte e sofre com a saudade de alguém que partiu, o estudo que segue é esclarecedor. Só para antecipar: o final será feliz!

Que elementos compõem a vida humana? “E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra, e soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente” Gênesis 2:7.

Para entendermos a morte, precisamos conhecer como surgiu a vida. A Bíblia ensina que a vida é composta de dois elementos: terra e fôlego de vida. O resultado da soma desses elementos é a alma vivente.

O que é uma alma vivente? “Eis que todas as almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha: a alma que pecar, essa morrerá” Ezequiel 18:4.

O texto acima diz que “a alma que pecar morrerá”. Logo, alma = pessoa. Um estudo atento indica que, quando a Bíblia fala de alma, está se referindo a uma pessoa ou a vida dessa pessoa. Outro exemplo: “Com setenta almas teus pais desceram ao Egito; e agora o SENHOR teu Deus te pôs como as estrelas dos céus em multidão” Deuteronômio 10:22, aqui Moisés fala da família de Jacó, afirma que setenta almas desceram ao Egito. O mesmo Moisés afirma, em “E os filhos de José, que lhe nasceram no Egito, eram duas almas. Todas as almas da casa de Jacó, que vieram ao Egito, foram setenta” Gênesis 46:27, que setenta eram as pessoas que desceram ao Egito. Não existe, portanto, uma entidade “transparente” ou “consciente”, conforme alguns livros e filmes atualmente sugerem.

O que acontece com a pessoa no momento da morte? “No suor do teu rosto, comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste formado; porquanto és pó, e em pó te tornarás” Gênesis 3:19.

Na morte, o corpo retorna a terra e se decompõe. Já o fôlego de vida retorna a Deus “E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu” Eclesiastes 12:7. a lucidez se desfaz, juntamente com as lembranças e sentimentos “Porque na morte não há lembrança de ti; no sepulcro quem te louvará?” Salmos 6:5. Jesus comparou a morte a um sono “Assim falou; e depois disse-lhes: Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo do sono. Disseram pois os seus discípulos: SENHOR, se dorme, está salvo. Mas Jesus dizia isto da sua morte; eles, porém, cuidavam que falava do repouso do sono. Então Jesus disse-lhes claramente: Lázaro está morto” João 11:11-14.

Existem pessoas que dizem conversar com os mortos. Isso é possível? “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco eles têm jamais recompensa, mas a sua memória ficou entregue ao esquecimento. Até o seu amor, o seu ódio, e a sua inveja pereceram, e já não tem parte alguma neste século, em coisa alguma do que se faz debaixo do sol” Eclesiastes 9:5-6.

Segundo esse texto, é impossível falar ou ver alguém que já morreu. A Bíblia é muito clara sobre esse assunto. Ela nos adverte que seres espirituais (anjos caídos) são capazes de personificar alguém “Porque tais falsos apóstolos fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo” II Coríntios 11:13, imitar a voz de um falecido ou até mesmo possuir uma pessoa e psicografar mensagens. Portanto, precisamos ser guiados pela Palavra de Deus e não por supostas aparições de “entes queridos falecidos”.

Que advertência a Bíblia nos traz sobre a consulta aos mortos? “Entre ti se não achará quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador de encantamentos, nem quem consulte um espírito adivinhante, nem mágico, nem quem consulte mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR, e por estas abominações o SENHOR teu Deus as lança fora de diante dEle” Deuteronômio 18:10-12.

A Bíblia relata a trágica história do rei Saul, que foi consultar uma médium em En-Dor, na esperança de conversar com o falecido profeta Samuel “E Saul se disfarçou e vestiu outros vestidos, e foi ele, e com ele dois homens, e de noite vieram à mulher; e disse: Peço-te que me adivinhes pelo espírito de feiticeira, e me faças subir aquém eu te disser” I Samuel 28:8. Satanás aproveitou-se da situação para enganar o rei, que sofreu terríveis conseqüências (1 Samuel 31).

Qual é o plano divino para resolver a problema da morte? “Para os salvos que já morreram, a ressurreição é a solução definitiva para o problema da morte. Ela ocorrerá na volta de Jesus – primeira ressurreição “Porque o mesmo SENHOR descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitaram primeiro” I Tessalonicenses 4:16. Para os mortos ímpios, a ressurreição ocorrerá após o milênio – segunda ressurreição “Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição. Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdote de Deus e de Cristo, e reinarão com Ele mil anos. E, acabando-se os mil anos, satanás será solto da sua prisão, e sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha. E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; mas desceu fogo do céu, e os devorou” Apocalipse 20:5-9, e trará juízo e condenação.

Não sei qual foi a sua reação ao ler os textos Bíblicos acima. Talvez esteja com saudades de alguns familiares que já faleceram e tenha esperança de um dia reencontrar-se com eles. Queremos dizer algo do fundo do nosso coração a você: apenas Jesus é a solução para a morte. Ele disse: “Eu Sou a ressurreição e a vida” João 11:25. Apenas Ele tem “as chaves da morte e do inferno” Apocalipse 1:18. Consegue ouvir Jesus falando isso a você? Ele garantiu que um dia não teremos mais pranto, nem dor, nem morte “E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas” Apocalipse 21:4. Precisamos confiar que um dia Ele trará nossos queridos novamente à vida. Agora eu pergunto: Como está a sua vida? Se você morresse hoje, estaria em paz com Deus? Pense nisso e entregue mais uma vez o coração a Jesus.

Fonte: Guia de Estudo Bíblia Fácil - http://biblia.com.br/blog/destaques/bibliafacil/